terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

AS BOAS NOTÍCIAS CHEGARAM!

 

*“AS BOAS NOTÍCIAS CHEGARAM!”

(Marcos 1.1-15)

Sermão preparado para a PIB Linhares, em 03/01/2021, domingo, manhã (Série em Marcos – 1).

 

Bom dia irmãos.

 

Neste mês de janeiro estarei pregando uma série de mensagens no Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.

 

E para tanto eu peço a todos que abram suas Bíblias no Evangelho segundo Marcos, no capítulo 1º, a partir do verso 1º, e eu vou fazer a leitura até o verso 15:

 

“1.” (Marcos 1.1-15).

 

“AS BOAS NOTÍCIAS CHEGARAM!”

 

Vamos orar mais uma vez!

 

Antes de refletirmos sobre o texto propriamente dito, precisamos fazer uma pequena introdução que não ser repetirá ao longo das outras cinco mensagens baseadas no Evangelho de Marcos ao longo do mês de janeiro e fevereiro.

 

E a primeira observação de caráter geral sobre Marcos é que eu não sei se os irmãos observaram, mas o Evangelho de Jesus Cristo (todos os Quatro Evangelhos são de Jesus Cristo – Evangelho significa “Boas Novas” “Boas Notícias”, o Espirito Santo inspirou quatro homens a escreverem a mensagem de Jesus Cristo, o seu Evangelho), mas este, a que costumamos chamar de “Evangelho Segundo Marcos”, não possui o nome do seu autor no  próprio texto, então porque a igreja afirma com segurança que foi Marcos quem o escreveu, claro, inspirado pelo Santo Espírito?

 

Nós podemos afirmar com segurança que Marcos é o autor deste Evangelho em razão da “tradição da igreja”, ou “tradição eclesiástica” afirmar isto.

 

*A primeira citação da autoria de Marcos é feita por Pápias que foi bispo de Hierápolis (bispo com o sentido de pastor administrador), (Hierápolis cidade de Epafras, companheiro zeloso de Paulo – Cl 4.12-13), que ficava próximo às cidades de Colossos e Laodicéia, onde hoje é território da Turquia).

 

Como Pápias foi bispo em Hierápolis por volta do ano 140 d.C., então desde esta data, ao menos, temos o registro escrito da imputação da autoria do Evangelho a Marcos.

 

Considerando que o Evangelho foi escrito por volta do ano 50 a 70 d.C. (lembrando que em 70 d.C. a cidade de Jerusalém foi destruída pelos romanos juntamente como Templo e ocorreu a diáspora, a dispersão dos judeus pelo mundo), a igreja cristã reconhece a autoria de Marcos menos de 100 anos depois da sua escrita e circulação pelas igrejas.

 

E essa data da escrita do Evangelho pode nos ajudar a compreender a sua estrutura e o seu propósito.

 

Os irmãos talvez já tenham ouvido que o apóstolo Pedro foi morto, também segundo a tradição da igreja, por volta do ano 60 a 62, sob o governo de Imperador Nero, que desencadeou uma violenta perseguição aos cristãos!

 

Nero foi Imperador de 13 de outubro de 54 até a sua morte, a 9 de junho de 68.

 

Ora, Simão Pedro foi um dos mentores de Marcos, assim como seu primo Barnabé e também o Apóstolo Paulo.

 

*Em Atos 15.37-39 vemos que Barnabé queria levar o primo João Marcos (autor do Evangelho) para uma viagem missionária, mas Paulo se opôs, porque Marcos havia deixado a companhia deles em uma viagem anterior, quando passavam pela Panfília:

 

“37. E Barnabé queria levar também João, chamado Marcos.

38. Mas para Paulo parecia não fazer sentido levar consigo quem desde a Panfília havia se afastado deles e não os acompanhara no trabalho.

39.  E a divergência entre eles foi tão grave que se separaram um do outro. E Barnabé, levando Marcos consigo, navego para Chipre.” (Atos 15.37-39)

 

*Depois eles se acertam novamente, tanto é que Marcos é citado por duas vezes por Paulo em suas cartas, a primeira em Colossenses 4.10 e 2 Timóteo 4.11:

 

“10. Cumprimentam-vos Aristarco, meu companheiro de prisão, e Marcos, primo de Barnabé (a respeito de quem recebestes instruções; se ele for até vós, recebei-o).” (Cl 4.10).

 

“11. Só Lucas está comigo. Toma a Marcos e traze-o contigo, pois ele me é muito útil para o ministério.” (2 Tm 4.11).

 

*Marcos, ou João Marcos, era muito conhecido do Apóstolo Pedro também, por exemplo, quando Pedro é liberto da prisão por um anjo, ele vai para a casa de Maria, mãe de Marcos (Atos 12.12):

 

“12. Depois de refletir nessas coisas, dirigiu-se à casa de Maria, mãe de João, também chamado Marcos, onde muitas pessoas estavam reunidas e oravam.” (At 12.12).

 

*Pedro aparentemente tinha uma relação muito carinhosa com Marcos, chamando-o de “meu filho” na sua 1ª Carta (1 Pe 5.13), escrita em Roma:

 

“13. Aquela que é coeleita convosco (a igreja), que está na Babilônia (Roma), vos cumprimenta, como também meu filho, Marcos.” (1 Pe 5.13).

 

Se pensarmos que Marcos escreveu este evangelho em data próxima à morte e Pedro (60 a 62 d.C.) sob ordens do cruel Imperador Nero, podemos entender que seu Evangelho foi escrito para uma comunidade de cristãos que estava sob perseguição e que poderiam ser mortos a qualquer momento.

 

Talvez por isso o Evangelho de Marcos não traga os discursos ou ensinos de Jesus (Mateus, Lucas e João e quem fazem isso), como você se deteria a transcrever discursos para um povo que não sabia se no dia não seria usado como uma tocha humana para iluminar as ruas de Roma?

 

Esta foi uma forma muito comum de morte para os cristãos após o grande incêndio de Roma ocorrido em 18 e 19 de julho de 64 d.C, e Nero ter colocado a culpa sobre os cristãos!

 

Talvez por isso Marcos, apesar de ser judeu, escreveu seu Evangelho não hebraico (a linguagem religiosa de Israel) ou Aramaico (a linguagem comum falada na Palestina nos dias de Jesus – aliás, o evangelho de Marcos é o que contém o maior número de aramaismos, citações em aramaico no texto, como por exemplo “Abba” em Mc 14.36; e “Eloi, Eloi, Lemá Sabactani” em Mc  15.34, são expressões aramaicas), mas Marcos escolheu a linguagem corriqueira do povo do entorno e todo o Mar Mediterrâneo, o grego Koiné, ou comum, a linguagem popular (não o grego clássico, usado pelos poetas e filósofos).

 

A mensagem do Evangelho é para compreensão de todos, sábio e simples, ricos e pobres, homens e mulheres, e é uma mensagem urgente, especialmente nos dias em que foi escrito!

 

Por isso o Evangelho de Marcos, diferentemente dos demais, é um Evangelho de movimento, Jesus está sempre fazendo algo ou indo de um lugar para outro.

 

Marcos é o evangelista que, mais que os demais, mostra as atividades de Jesus. No seu relato o salvador está sempre se deslocando e em atividade, fazendo alguma coisa. Enquanto o Evangelho de João é o do discurso, o de Marcos é o da ação.

 

*Aparece por 41 (quarenta e uma) vezes é usado no Evangelho de Marcos a palavra grega “euthus” que tem o sentido de “imediatamente”, “sem demora” ou “prontamente”.

 

*Talvez por isso, além de mostrar Jesus em movimento e ação mais que em discurso, Marcos tenha escrito o texto mais curto dos quatro Evangelhos, porque o tempo parecia estar curto, acabando para muitos dos que o leriam, era preciso pressa para dar esperança e ânimo aos seus ouvintes: A fé deles não eram vazia, ou em vão, Jesus Cristo é o Filho de Deus e o Filho do homem que morreu pelos nossos pecados e nos assegura uma vida eterna no céu!

 

Para quem poderia morrer pela sua fé no momento seguinte, isso assegurava que não importava o que aconteceria, se Nero os mataria ou não, o futuro estava seguro para aqueles que entregaram a sua vida a Jesus Cristo!

 

*Isto é uma boa lição para nós, a Pandemia, as dificuldades, as lutas, não tem poder sobre nós, ela não dirige as nossas vidas, porque tudo pertence a Deus, e é nele que devemos depositar a nossa esperança!

 

Feitas essas considerações de natureza geral, então, para começar nossa análise do texto, pensando que Marcos mostra...

 

*1) UM DEUS NA HISTÓRIA (CRIADOR “PRINCÍPIO” – SALVADOR “JESUS CRISTO” – SUSTENTADOR “FILHO DE DEUS”). O EVANGELHO (v. 1-3).

 

*“1. Princípio do evangelho de Jesus Cristo, o Filho de Deus.

2. Conforme está escrito no profeta Isaías: Estou enviado à sua frente meu mensageiro, que preparará teu caminho;

3. voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas.” (Mc 1.1-3).

 

A primeira palavra do evangelho de Marcos é “princípio”, como em Gênesis 1.1 (bereshit: em princípio, ou começo); Marcos está escrevendo uma história! Deus age na história, Deus está presente na história, na nossa história!

 

Não é um deus de fábula (como os mitos que originaram muitas religiões mundiais); mas um Deus que participa da nossa vida e precisamos identificar sua vontade e fazer a sua vontade na nossa vida!

 

Eu poderia passar algumas horas falando sobre em Marcos 1.1 sem esgotar o assunto, mas gostaria em primeiro lugar de ressaltar uma estrutura que sustenta toda a narrativa bíblica, e se nós compreendermos essa estrutura de quatro pilares que sustentam toda a história humana, vamos entender a cultura ao nosso redor, vamos entender a nós mesmos e nosso relacionamento com Deus.

 

*1) CRIAÇÃO; 2) QUEDA; 3) RESTAURAÇÃO/SALVAÇÃO; 4) CONSUMAÇÃO.

 

Tudo na Bíblia e na história humana é sustentado ou está entrelaçado nestes quatro pilares! Qualquer assunto que você pense está relacionado a um destes pilares.

 

Marcos começa o Evangelho falando do “princípio” do Evangelho de Jesus Cristo. No “princípio” relacionado a Gênesis Deus realiza sua obra criadora, tudo que existe é feito, chamamos isso de Criacionismo.

 

A pergunta que eu faria a você é: Por que um Deus triúno criaria o mundo?

 

Para ter a nossa adoração? Mas os anjos já não o adoravam antes de sermos criados?

 

Para ter um relacionamento pessoal conosco? Mas a trindade (Deus Pai, Filho e Espírito Santo) já não se relaciona entre si na eternidade?

 

Por que então nos criar?

 

Me parece que Deus nos criou porque Ele escolheu compartilhar o que Ele possui conosco: amor, justiça, alegria, paz, esperança, inteligência (tudo limitado à nossa própria limitação é claro)!

 

Recebemos isto no primeiro pilar (Criação); perdemos no segundo pilar (Queda), era necessário o terceiro pilar (restauração) e aguardamos agora o último (Consumação)!

 

Por isso Marcos retorna a Gênesis: o Princípio, não da criação, mas da 3) Restauração, que só Jesus Cristo pode fazer por meio do seu Evangelho, suas “Boas Novas”.

 

Marcos é o único dos quatro evangelhos que chama sua obra de “evangelho” (Mc 1.1), isto não é sem motivo.

 

Estamos iniciando um novo ano, sonhos são renovados, projetos são elaborados, coisas que talvez ficaram em suspenso em 2020 voltarão à nossa mente, mas a mensagem Bíblica é que as “Boas Notícias” se concretizam em primeiro lugar na presença de Jesus Cristo de uma forma concreta na história, na nossa história.

 

*Marcos cita dois profetas, Malaquias 3.1 e Isaias 40.3:

 

“1. Enviarei o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim (...).” (Ml 3.1).

 

“3. Voz do que clama: Preparai o caminho do Senhor no deserto; endireitai ali uma estrada para nosso Deus.” (Is 40.3).

 

Marcos não se equivocou ao dizer que os textos pertenciam ambos a Isaias, mas seguiu o costume dos mestres judaicos em citar apenas o nome do “profeta maior” ou mais antigo, que é Isaias.

 

Os dois textos mostram um Deus imanente (que atua na história humana). Em Malaquias Deus viria ao povo que suspirava por Ele, mas antes viria um mensageiro.

 

Em Isaias 40 começa o chamado “Livro da Consolação” de Judá, em que o profeta traz mensagens de conforto para o povo de Judá cativo na Babilônia, necessitando de restauração (como é que Pedro chama Roma em 1 Pedro 5.13: Babilônia!).

 

Marcos mostra que o precursor (João Batista) anunciou a mensagem de que a esperança chegou para os cativos!

 

A esperança sempre chega para os que confiam suas vidas a Jesus!

 

Estamos apenas começando o ano de 2021, e a mensagem do Evangelho de Marcos permanece ressoando nos nossos ouvidos:

 

*Deus está agindo na sua história! O tempo do cativeiro acabou! Jesus veio para restaurar a sua vida! Restaurar o seu relacionamento com o Pai!

 

Eu não sei qual é o seu problema neste primeiro domingo de 2021, mas eu sei que há esperança em Jesus Cristo! Porque Deus participa da nossa história!

 

Há uma forma melhor de começar um novo ano que voluntariamente convidar Jesus Cristo para participar da minha história? Para Ele participar da sua história?

 

Certamente não!

 

Permita que Jesus Cristo traga esperança ao seu coração neste ano de 2021, fazendo parte da sua história!

 

Mas um segundo aspecto que Marcos apresenta é...

 

*2) A TEOLOGIA DO DESERTO: REMOVE-SE A APARÊNCIA E RESSALTA-SE O ESSENCIAL - (vv. 3 e 12)!

 

*“3. voz do que calma no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas.

(...)

12. Imediatamente, o Espírito o levou para o deserto.” (Mc 3. e 12).

 

Se Marcos 1.1 nos remete à criação relatada em Gênesis e a restauração da criação em Jesus Cristo, Marcos 1.3 e 12 nos remete à experiência de Israel no deserto, onde os israelitas foram disciplinados por Deus para preparação para a entrada na terra prometida. Agora Deus está começando um novo Êxodo”!

 

*Moisés teve sua experiência no deserto (Êx 3.1): “Moisés estava cuidando do rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Midiã, e levou o rebanho para o lado oposto do deserto, chegando a Horebe, o monte de Deus.

 

*Israel teve sua experiência com Deus no deserto (Nm 1.1): “O Senhor falou a Moisés no deserto do Sinai, na tenda da revelação, no primeiro dia do segundo mês, no segundo ano depois da saída dos israelitas da terra do Egito.”. Aliás, o nome do Livro de Números em hebraico é “bêmidhbar” (no deserto).

 

Poderíamos lembrar Elias foi ao deserto do monte Horebe e foi tratado por Deus (1 Rs 19.8); no deserto se prepara um caminho para o Senhor (Is 40.3); Jesus, após seu batismo foi para o deserto (Mc 1.12); no caminho do deserto a Damasco é que Saulo foi transformado pelo poder de Jesus (At 8.3); em Apocalipse 12.6, a mulher foge para o deserto.

 

*Podemos dizer que há uma “Teologia do Deserto” na Bíblia.

 

Deserto é lugar de secura, de aridez, de frustração e de sofrimento, é o retrato da vida escassa. É onde o povo de Deus padece, mas é também o lugar de encontro com Deus, de ser alcançado pela sua graça, de ter experiências profundas com ele.

 

Deserto é o lugar de se tornar “Povo de Deus”, como no caso da peregrinação de Israel por cerca de quarenta anos.

 

O deserto também é um lugar e novos compromissos com Deus: O Evangelho vem ao homem na sua frustração, nos seus padecimentos e na aridez da sua vida sem intimidade com Deus!

 

*Materialmente falando, no deserto compreendemos o valor do essencial:  por exemplo água e alimento (não foi assim com o povo de Israel que clamou por água e comida, Deus não o supriu com água, maná e até codornizes?).

 

*Espiritualmente podemos afirmar a mesma coisa: O deserto remove o supérfluo da nossa vida, e ressalta aquilo que é essencial!

 

Mas Jesus disse que Ele dá a “água da vida” e que Ele é o “pão da vida” (Jo 4.14 e 6.48)!

 

Jesus nos dá tudo aquilo que é essencial! É interessante que, para o judaísmo, Deus estava no Templo; mas para o Evangelho Deus está no deserto.

 

*Ele está onde estão aqueles que sofrem!

 

Talvez você esteja em um deserto em 2021, talvez você esteja no meio do deserto, ou saindo do deserto!

 

Mas uma coisa é certa: deserto não é local de morada, é local de passagem, é local de aprendizagem; de treinamento; é local de avaliação; de compromisso; de firmar pacto e estabelecer votos; mas na Bíblia o deserto nunca é local definitivo de morada das pessoas que se comprometem com Cristo (apenas os não comprometidos com Deus morreram no deserto); porque há um tempo para o deserto e há o tempo de sair do deserto!

 

Se você ainda está no deserto, aproveite para ter mais intimidade com Deus, para enxergar o que realmente é essencial para sua vida, seu casamento, sua família, seu trabalho, seus projetos; e então saia do deserto com um relacionamento de intimidade ainda maior com Jesus Cristo! Se você já saiu do deserto, não se esqueça de valorizar e buscar em primeiro lugar o que é essencial, porque as demais coisas o Senhor acrescenta!

 

Por fim, a última observação, podemos pensar que...

 

*3) AS BOAS NOVAS SÃO MUDANÇA (ARREPENDIMENTO) E COMPROMISSO (FÉ) (v. 4 e 15).

 

*“4. Assim apareceu João Batista no deserto, pregando batismo de arrependimento para perdão dos pecados.

5. Todos os da terra da Judeia e todos os moradores de Jerusalém dirigiam-se a ele, e eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados.

(...)

15. e dizendo: Completou-se o tempo, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho.” (Mc 4. 4-5 e 15).

 

O arrependimento pressupunha que havia um problema na teologia corrente da época, em que o fato de ser judeu já assegurava à pessoa a salvação pelo pacto abraâmico ou aliança abraâmica.

 

*O evangelista Mateus, ao relatar o mesmo texto de Marcos 1.4-5 sobre a pregação de João Batista diz o seguinte (Mt 3.8-9):

 

“8. Produzi fruto próprio de arrependimento.

9. Não fiqueis dizendo a vós mesmos: Abraão é nosso pai! Eu vos digo que até dessas pedras Deus pode dar filhos a Abraão.” (Mt 3.8-9).

 

João Batista estava dizendo que uma pessoa não tem nada intrinsicamente bom nela que possa lhe assegurar o perdão automático de Deus: é necessário arrependimento sincero, concreto, que “produza frutos próprios”!

 

Eu creio que ninguém gosta de más notícias, mas tenho certeza que todos nós gostamos de boas notícias!

 

Como é bom receber uma mensagem que uma pessoa querida está melhor de saúde, ou entrou na faculdade que queria, ou comprou um bem que estava economizando para isso; ou realizou um sonho que almejava tanto, como é bom receber notícias assim!

 

As boas notícias que João Batista pregava e que Jesus pregou eram:

 

Completou-se o tempo, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho

 

*Arrependei-vos” é o grego “metanoeíte”. A palavra grega metanóia, que significa “mudar de mentalidade e voltar ao juízo correto, ou à forma de pensar correta”, reflete a expressão hebraica Shub que frequentemente (cerca de 120 vezes) no Antigo Testamento, tem o sentido espiritual de “retornar a Deus”.

 

No contexto da conversão cristã, arrependei-vos aponta para uma mudança radical de vida, como consequência da fé depositada na pessoa e obra de Jesus Cristo.

 

*O Evangelho é um convite a rever a forma como se está vivendo, e adotar um novo propósito de vida!

 

A cada início de novo ano, muitas pessoas fazem promessas, na maioria das vezes a si mesmas, de que vão mudar suas vidas: vão começar a fazer exercícios físicos, arranjar um emprego, voltar a estudar, ser um melhor cônjuge, melhores pais...

 

Muitas dessas promessas, ou podemos chama-las de auto compromissos, não são cumpridos porque importam em uma mudança radical de pensamento, de hábito.

 

Mas é impossível ao homem mudar sua própria natureza sozinho, é preciso retornar a Deus na pessoa de Jesus Cristo, crer na suas Boas Novas, comprometer-se com Ele e só então as mudanças profundas ocorrerão nas nossas vidas!

 

Eu não sei quais planos você traçou para 2021, quais são seus objetivos, mas o convite de Deus é que cada um de nós em primeiro lugar tenha revisto nossa forma de pensar (se nossa mente ainda não é cativa de Deus) reveja a forma de falar (se nossa voz ainda não é a voz de Deus), reveja nossa forma de agir (se nossos atos ainda não são para a glória de Deus)!

 

Ao anunciar suas Boas Novas, Jesus disse: “(...) Completou-se o tempo, (...).” (Mc 4. 4-5 e 15).

 

O TEMPO”: “Ho Kairós”, é uma expressão que não fala do tempo humano, que é o Chronos, mas fala do Kairós, o tempo de Deus; o tempo que Deus determinou para vir ao mundo e realizar a obra de salvação e restauração do que se havia corrompido pelo pecado.

 

*O Evangelho é Esperança, por isso os primeiros 15 versículos de Marcos são um convite a cada um de nós para este ano de 2021 nos arrependermos humildemente, reconhecermos diante de Deus que falhamos em fazer o que é certo, a confessarmos que não somos senhores do nosso próprio futuro e então, com esta mudança de mente (arrependimento), nos voltarmos para Deus, para a pessoa de Jesus Cristo, crendo que só Ele é o propósito das nossas vidas, para, pela Graça e Misericórdia, recebermos neste ano o que Ele tem preparado para cada um de nós!

 

Quais são seus sonhos, projetos ou planos para 2021?

 

Eles foram feitos baseado em arrependimento e fé concreta em Jesus Cristo ou no nosso puro desejo e vontade?

 

Foram feitos para a Glória de Deus, ou para nossa?

 

Foram feitos na dependência de Deus, ou contando com nossa própria e limitada inteligência e força?

 

Minha oração é para que a sua vida seja repleta de propósito e significado para este ano de 2021; que seja repleta das bênçãos de Deus, mas que seja em primeiro lugar guiada pelo Deus das bênçãos, que a minha e a sua mente estejam cheias, repletas, transbordantes, das “Boas Notícias” de Jesus Cristo, o nosso Senhor!

 

Vamos orar!

 

Linhares, 1º de janeiro de 2021.

 

Pr. Marcos José Milagre

PIB Linhares - ES

sábado, 5 de janeiro de 2019

A PARÁBOLA DO AMOR AO PRÓXIMO.


*”A PARÁBOLA DO AMOR AO PRÓXIMO.”
(Lucas 10.25-37)
Mensagem preparada para pregação na PIB Linhares, em 06/01/2019, domingo manhã.

Bom dia irmãos,

Vamos continuar meditando nas parábolas de Jesus. Na quinta-feira tivemos a abertura desta pequena série de mensagens sobre as parábolas, refletimos sobre o que é o Reino de Deus, e o preço de ser um discípulo de Jesus e cidadão do seu reino.

Nesta manhã como anunciado, vamos meditar em uma das parábolas mais conhecidas, pessoalmente uma das minhas favoritas, que a chamada parábola do “bom samaritano”.

Por gentileza, abra sua Bíblia no Evangelho Segundo Lucas, capítulo 10, versos 25 a 37:

“25. (...)” (Lucas 10.25-37).

Essa parábola tem como temática o amor ao próximo, por isso o tema da mensagem segue o tema da parábola e a designei o tema de hoje de:

A PARÁBOLA DO AMOR AO PRÓXIMO.

Vamos orar mais uma vez.

É uma história bem conhecida.

*Tudo começa quando Jesus é colocado à prova por um “certo doutor da lei” (verso 25 – provavelmente um Fariseu), que o pergunta: “Mestre, que devo fazer para ter a vida eterna?”.

Guarde esta pergunta na sua mente, ao final vamos voltar a ela.

Mas, aqui já há algo que deve ter parecido um absurdo para os ouvintes.

*O sujeito é um doutor da lei, ou seja, estudou com um rabi de uma escola conhecida, tem o reconhecimento desta escola rabínica, hoje ele teria um diploma superior em Teologia, ele atende pessoas que o procuram para tirar dúvidas sobre a Bíblia e ele vai perguntar para um pregador itinerante que na sua própria terra não teve credibilidade, como é que alguém pode ir para o Céu?

Nem os conhecidos de Jesus que o viram crescendo entendiam de onde vinha sua sabedoria e autoridade (Marcos 6.1-3):

*“1. Jesus saiu dali e foi para sua terra, e os discípulos o seguiram.
2. Chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga; ao ouvi-lo, muitos se maravilhavam, dizendo: De onde lhe vem essas coisas? Que sabedoria é que lhe foi dada? Como se fazem tais milagres por suas mãos?
*3. Este não é o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E suas irmãs não estão aqui entre nós? E escandalizavam-se por causa dele.” (Marcos 6.1-3).

Nem na sua própria terra as pessoas tinham conhecimento de onde vinha a sabedoria de Jesus, como um homem que até então exercia a função de carpinteiro (ou artífice) podia saber aquelas coisas?

Ele não tinha formação em teologia, não era de linhagem sacerdotal, não era de família de profetas, não era chefe de sinagoga, não era da Tribo de Levi.

Mas mesmo assim aquele que era um doutor da lei estava lhe perguntando como ir para o Céu!

Continuando a narrativa que precede a parábola do bom samaritano, Jesus devolve a pergunta ao doutor da lei (verso 26):

O que está escrito na lei? Como lês?” Em aramaico, a língua falada por Jesus no dia-a-dia, a palavra usada deve te sido “qara”, e pergunta ficaria assim: “Como recitas?”. Os judeus recitavam, e ainda recitam, as escrituras como rezas.

O Doutor da Lei então recitou uma combinação dos textos de Deuteronômio 6.5 e Levítico 19.18:

*“5. Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, com toda a tua alma com todas as tuas forças.” (Deuteronômio 6.5).

“18. Não te vingarás nem guardarás ódio contra gente do teu povo; pelo contrário, amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor.” (Levítico 19.18).

Sobre o amor a Deus não pairava qualquer dúvida. Deus era único e conhecido de todos os judeus.

Eles recitavam todos os dias, pela manhã e antes de dormir o Shemá Israel (“Ouve ó Israel”), que no começo era apenas o texto de Deuteronômio 6.4-9, depois passou a englobar também Deuteronômio 11.13-21, e Números 15.37-41. 

Mas sobre quem era “o próximo” que devia ser amado para que se pudesse ter acesso ao Céu, havia discussão entre os doutores da lei.

Havia uma ideia majoritária de que apenas os membros da comunidade judaica eram “o próximo”, incluindo o chamado “prosélito pleno” (prosélito de retidão ou prosélitos de justiça).

O prosélito pleno era uma pessoa nascida em outra nação que só não se tornavam judeus quanto à raça por que isso era impossível, mas se tornavam judeus quanto à religião, pois abraçavam o Judaísmo de forma plena. Eles recebiam a circuncisão; prometiam se submeter a toda Lei Mosaica; eram batizados e até traziam sacrifícios no Templo.

Você encontra essa figura do “prosélito pleno” no texto de Êxodo 12.48:

*“48. Quando, porém, algum estrangeiro estiver vivendo entre vós e quiser celebrar a Páscoa do Senhor, deverá circuncidar todos os homens da família; então poderá celebrá-la e será como o natural da terra. Mas nenhum incircunciso comerá dela.” (Êxodo 12.48).

E haviam os prosélitos que não eram considerados como “o próximo” de um judeu, que eram os “Prosélitos da entrada” (ou prosélitos da porta).

Esses prosélitos da porta eram pessoas que até chegavam a renunciar às suas práticas pagãs e se tornavam simpatizantes da religião judaica. Alguns até frequentavam a sinagoga. Porém, esses prosélitos não chegavam a se enquadrar dentro de todas as exigências da Lei, especialmente com relação à circuncisão, apesar de guardarem muitos dos mandamentos morais.

Mas havia muita discussão entre aos ramos do judaísmo sobre quem era o próximo que se devia amar: Muitos fariseus consideravam que os “não fariseus” (saduceus, essênios, zelotas, herodianos) não eram o seu próximo.

Os essênios (que eram os proprietários dos manuscritos de Cunrã), achavam que só essênios eram o seu próximo.

Não havia uma única forma de pensar, não havia concordância entre as seitas judaicas, sobre quem era o próximo.

Era muito difícil que esses grupos do judaísmo concordassem em alguma coisa sobre a interpretação da lei. Mas em uma coisa TODOS eles concordavam:

Um Samaritano nunca seria o seu próximo!

Jesus contou a história em um nível crescente de desafio e inquietação para seus ouvintes:

*Vinha descendo um homem de Jerusalém para Jericó. Uma viagem realmente de descida, Jerusalém fica em uma região mais elevada, uma viagem de cerca de 27 km, uma estrada perigosíssima.

O homem estava caído, espancado, e certamente morreria se não fosse socorrido!

Então: Lá vem o sacerdote!-Esse vai ajudar o homem ferido pelos marginais”. E o sacerdote passou! Lá vai o pastor da igreja. Passou de longe...

Lá vem o levita! -Esse não é tão especial quanto o sacerdote, mas é um homem de Deus, ele vai ajudar o homem assaltado”. E o levita passou! Lá vai o diácono, ou o Ministro de Música, ou o professor da EBD. Passou...

O público de Jesus com certeza esperava que a próxima figura fosse um judeu comum, um crente, na nossa linguagem, um membro da igreja batista...

Jesus então complica a situação e enfia um samaritano na parábola.

Eu já falei algumas vezes porque os judeus odiavam tanto os samaritanos. Os samaritanos eram judeus mestiços! Mestiço no sentido de que seus ancestrais, que eram judeus puro-sangue do Reino de Israel (o extinto Reino do Norte), foram misturados com povos de várias nações por meio do casamento, quando os Assírios dominaram o Reino do Norte no ano 721 a.C.

Samaritanos eram judeus mestiços na linhagem sanguínea e tinham uma religião mestiça, impura aos olhos dos judeus, porque eles adoram a Deus, mas a outros deuses pagãos também.

E para piorar ainda mais o ódio dos judeus, entre os anos 6 e 9 d.C., durante uma festa da Páscoa (uma das mais sagradas para os judeus) os samaritanos pregaram uma peça terrível nos judeus: no meio da noite jogaram na praça do Templo ossadas humanas, e ossos humanos tornavam o ambiente impuro.

Praça do Templo impura, devido às ossadas, foi uma confusão, porque ninguém queria ficar religiosamente impuro passando pela praça do Templo, mas tinha que ir ao Templo porque era Páscoa. Foi uma confusão tremenda e o ódio pelos samaritanos aumentou muito depois disso.

E poucos anos depois desse ato terrorista dos Samaritanos, Jesus continua a história: Lá vem o Samaritano!  

Jesus gostava de mexer com o que havia de mais profundo no coração das pessoas, para que elas refletissem sobre suas necessidades verdadeiras, sobre seus preconceitos, para enxergar a verdade que Ele queria mostrar.

Há meu filho, os judeus que ouviam Jesus devem ter pensado automaticamente: “Com certeza esse miserável desse samaritano além de não ajudar o homem machucado, ainda é capaz de cortar a garganta dele.”

*Contrariando todas as expectativas, o Samaritano para, trata as feridas, presta os primeiros socorros, usa seus bens para ajudar o homem machucado, paga hospedagem, alimentação e cuidados para ele na hospedaria.

Acho que a gente pode fazer uma pausa aqui para nossa primeira reflexão, que é muito importante, porque é o cerne da parábola, e por isso vamos ficar só com ela hoje. Uma pergunta:

*1) QUEM NÓS EXCLUÍMOS DO NOSSO CONCEITO DE “PRÓXIMO”? (v. 36).

*“36. Qual desses três te parece ter sido o próximo do que caiu na mão dos assaltantes?” (Lucas 10.36).

De quem eu sou o próximo? Quem eu excluo do meu conceito de próximo? Quem está fora da minha obrigação cristã com o próximo?

Os judeus e prosélitos plenos excluíam os não judeus.

Muitos fariseus excluíam os não fariseus. Os essênios excluíam os não essênios.

E, novamente: Quem nós excluímos do nosso conceito de próximo?

Essa é a para parábola de amor ao próximo, ela envolve o segundo mandamento que é de natureza semelhante ao primeiro (Mateus 22.36-39):

*“36. Mestre, qual é o maior mandamento na Lei?
37. Jesus lhe respondeu: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento.
38. Este é o maior e o primeiro mandamento.
39. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mateus 22.36-39).

Nós pensamos muitas vezes, e de forma absolutamente equivocada, que a parábola do bom samaritano, como a chamamos, envolve apenas ação social (dar cesta básica, doar uma roupa usada, um remédio, dar uma esmola), quando, na verdade, essa parábola identifica “a expressão pública daqueles que vão para o céu).

A pergunta feita a Jesus foi (v. 25): “Mestre, que devo fazer para ter a vida eterna?”.

Nós temos tanto medo da teologia da salvação pelas obras, que nos furtamos muitas vezes, para nossa conveniência, de fazer boas obras ao nosso próximo.

Você já deve ter ouvido que atos de bondade, as chamadas “Obras” não salvam! Somos salvos pela graça, por meio da fé (Ef 2.8 – vimoso este texto na última quinta-feira).

Mas esquecemos de falar com a mesma convicção que os salvos fazem os atos de bondade, as chamadas “obras”.

São elas que testemunham publicamente sobre a nossa fé e salvação. São elas que mostram de forma concreta, tangível, que fomos salvos por Jesus Cristo.

Nosso Senhor Jesus disse que são essas “obras” que nos serão apresentadas no dia do julgamento final, como provas em um Tribunal, sobre como vivemos a nossa fé no Senhor (Mateus 25.31-46).

Abra a sua Bíblia. É um texto longo, mas necessário para compreendermos quem é o nosso próximo.

(Mateus 25.31-46). Ler na Bíblia.

*Os que vão para o céu: Saciaram a fome de alguém; saciaram a sede; abrigaram estrangeiros; vestiram e aqueceram pessoas com frio; visitaram doentes e presos!

*São aqueles que amaram a Deus em primeiro lugar, mas amaram também o próximo.

Pessoas que investiram seu tempo, seus recursos, suas vidas em ajudar pessoas, em serem o próximo de alguém!

Os que vão para o inferno, disse Jesus, não fizeram essas coisas.

Não podemos excluir ninguém no nosso conceito de próximo!

Não podemos excluir ninguém do nosso amor, dos nossos pensamentos e das nossas ações! Porque todos eles são o nosso próximo.

Uma outra reflexão, ainda sobre quem excluímos do nosso conceito de próximo, é que amar ao próximo envolve não só o dar, mas também o perdoar e o orar pelos que nos odeiam:

*43. Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo.
44. Eu porém vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem;
45. para que vos tornei filhos do vosso Pai que está no céu; porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons e faz chover sobre justos e injustos.
*46. Pois, se amardes quem vos ama, que recompensa tereis?
47. E, se cumprimentardes somente os vossos compatriotas, que fazeis de especial? Os gentios também não fazem o mesmo?
48. Sede, pois, perfeitos, assim como perfeito é o vosso Pai Celestial.” (Mateus 5.43-48).

*O nosso próximo também pode ser alguém que nos considera um inimigo (alguém a quem essa pessoa quer ver destruído).

Pode ser alguém que nos persegue (que prepara armadilhas, que faz fofoca com nossos nomes no ambiente de trabalho, ou no nosso convívio social).

Nós as temos excluído também do nosso conceito de próximo?

Jesus nos manda orarmos por essas pessoas, elas são nosso próximo também

Vamos ver um vídeo agora, para finalizar entendendo o valor das pessoas que Jesus chama de nosso próximo, e depois estaremos orando!



(Anderson Freire. O bom samaritano).

Esta parábola mostra como um discípulo de Jesus deve amar o próximo!


Nossa proposta como igreja para este ano é ser uma igreja relevante para Linhares!

Mas nós só vamos ser verdadeiramente relevantes para o povo da nossa cidade se primeiro nós os amarmos, então, e só então, eles serão o nosso próximo!

Vamos orar.

ORAÇÃO.

Linhares, 05 de janeiro de 2019.

Marcos José Milagre
Pastor auxiliar da PIB Linhares