sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

NOS PASSOS DA IGREJA: PROCLAMAÇÃO

“NOS PASSOS DA IGREJA: PROCLAMAÇÃO”
(Atos 1.1-11)
Sermão preparado para a PIB Linhares, em 02/01/16, domingo, manhã.

Bom dia.

Esse é nossa primeira reunião como Primeira Igreja Batista de Linhares no ano de 2016, por isso eu quero voltar aos nossos primeiros passos como igreja de Cristo.

Para tanto eu quero dar uma olhada no livro de Atos, que é chamado por alguns teólogos como “Atos dos Apóstolos”, em razão da narrativa da atuação de alguns apóstolos.

Outros teólogos preferem o nome “Atos do Espírito Santo”, em razão de que este livro narra o começo da era do Espírito Santo, após a ascensão de Jesus, porque, na verdade, é o Espírito Santo quem dirige a ação dos apóstolos e dos demais discípulos.

E a ação de todas essas pessoas, na forma em que é narrado o livro de Atos por Lucas, tem uma única finalidade: a Proclamação do Evangelho.

Por gentileza, abra sua Bíblia no Livro de Atos, capítulo 1, a partir do verso 1º:

“1.(...).” (Atos 1.1-11).

O verso primeiro mostra que o Livro de Atos foi escrito para “Teófilo”. A maioria dos escritores acredita que Teófilo tenha sido realmente uma pessoa uma pessoa a quem Lucas dirigiu seu escrito, mas parte acredita que Teófilo na verdade sejam todos os crentes, porque seu nome significa “amigo de Deus”, então o livro de Atos teria sido dirigido a todos os amigos de Deus.

O Livro de Atos é um relato vivo da igreja logo depois que Jesus regressou ao Céu e de quando iniciou o tempo do Espírito Santo.

Assim como Deus Pai se mostrou mais intensamente no Antigo Testamento, e Jesus, havia se revelado aos homens, como foi registrado nos evangelhos, agora era o tempo do Espírito Santo colocar-se mais em evidência.

Mas é muito interessante que Lucas tenha iniciado sua narrativa ainda pegando o gancho da despedida de Jesus de seus discípulos.

Até o verso 9 Jesus ainda está com os discípulos, e é no verso 8 que Lucas insere o que é chamado de “a chave do livro de Atos”.

Porque todo livro é destinado a mostrar o cumprimento da palavra de Jesus, de que o evangelho deveria ser pregado por todo o mundo.

E Lucas mostra o evangelho sendo proclamado pela igreja, de Jerusalém a Roma, quando acaba o livro de Atos, Paulo está em prisão domiciliar em
Roma, pregando o evangelho (foi a primeira prisão do apóstolo).

Mas nesta manhã, para falar sobre proclamação do evangelho, eu gostaria de nos identificar com os discípulos de Jesus, para que nós possamos perceber que eles também tinham as suas dificuldades.

Mas a despeito das dificuldades culturais (pregar a não judeus); dificuldades de comunicação (a palavra era pregada a viva voz, sem internet ou redes sociais); dificuldades de liberdade de culto (o cristianismo não era perseguido pelos judeus não convertidos e depois pelos romanos).

A despeito de todas essas dificuldades o evangelho foi levado ao mundo então conhecido.

E esses versículos vão nos guiar um pouco sobre como foi possível essa proclamação fantástica do evangelho.

Mas eu quero inicialmente mostrar uma dificuldade que os discípulos tinham, e que nós também podemos ter nos nossos dias, que pode certamente dificultar muito a proclamação do evangelho, que é...

1) A NOSSA DIFICULDADE EM ENTENDER A VONTADE DO SENHOR (v. 6-8).

“6. E os que se haviam reunido perguntaram-lhe: Senhor, é este tempo em que restaurarás o reino de Israel?
7. Ele lhes respondeu: Não vos compete saber os tempos ou as épocas que o Pai reservou por sua autoridade.
8. Mas recebereis poder quando o Espírito Santo descer sobre vós; e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra.” (At 1.6-8).

Como nós seres humanos temos dificuldade em compreender a vontade de Deus, que agora está escrita em sua palavra.

Os apóstolos estiveram durante um tempo de aproximadamente três anos convivendo diariamente com Jesus.

Eles já haviam ouvido Jesus dizer que seu reino não era terreno. João 18.36 nos mostra isso:

“36. Jesus respondeu: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus servos lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Entretanto o meu reino não é daqui.” (João 18.36).

Mesmo conhecendo esta verdade os olhos dos discípulos ainda estavam na restauração do reino físico, político de Israel.

Parece insistência, não é?!

Jesus disse: O meu reino não é deste mundo! Antes de Jesus voltar ao céu, lá vem os discípulos com a pergunta de novo: “é este tempo em que restaurarás o reino de Israel?

Insistência humana em que Deus cumpra a nossa agenda.

Mas a agenda de Jesus era outra. Ele diz aos discípulos: Este assunto não diz respeito a vocês. Mas vocês vão receber poder do Espírito Santo para pregar o Evangelho.

Queridos irmãos, este texto mostra como nós seres humanos somos; mesmo nós que somos crentes; quanta dificuldade nós temos em entender e fazer a vontade do Senhor.

Os discípulos já sabiam que o reino de Jesus não era Israel, um país. Eles já tinham recebido a Grande Comissão, mas ainda estavam perseguindo sua própria ideia do que deveria ser o reino de Deus.

Jesus já estava se despedindo e eles ainda não tinham compreendido o que tinham ouvido durante três anos. (thau, boa viagem, mas e aquele negócio que a gente conversou, é assim?).

Ainda hoje parece que muitos crentes estão perguntando a Jesus: “Senhor, eu posso pregar o evangelho ganhando mais dinheiro, ou sendo promovido, ou tendo uma comunhão bem legal com os meus amigos da igreja, daí as pessoas vão ver que é bom ser crente e vão querer conhecer mais o Senhor?

Sucesso, amizades, comunhão com os amigos não são a prioridade na agenda de Deus. A proclamação do evangelho é.

Os versículos que lemos mostram claramente isso. A prioridade no plano de Deus é a salvação das pessoas por meio da proclamação do evangelho pelos crentes.

Mas a grande pergunta é: Quando os crentes vão entender isso? Quando os crentes vão obedecer isso?

No verso 8, eixo central do Livro de Atos, Jesus diz que a vontade do Senhor é que nós sejamos “testemunhas” dEle.

A palavra testemunha tem uma conotação forense.

Durante uma audiência, a testemunha só pode falar daquilo que viu, ou ouviu.

A testemunha não pode expressar sua opinião, porque o que ela “acha” não interessa.

Quando vamos entender que precisamos falar mais daquilo que vimos e ouvimos de Jesus, da transformação que ele fez nas nossas vidas; daquilo que Deus deseja que nós falemos; e que precisamos falar menos daquilo que nós humanamente desejamos falar.

A visão dos apóstolos ainda estava nas coisas deste mundo. Eles pensavam que o batismo no Espírito Santo talvez lhes capacitasse para tornarem Israel o maior reino do mundo, por isso perguntaram a Jesus se quando o Espírito Santo viesse, Israel seria restaurado à glória dos dias de Davi e Salomão.

Eles tinham projetos humanos; tinham desejos humanos.

Não são errados em si mesmos, assim como ser promovido, ganhar mais dinheiro, comprar uma casa melhor, trocar de carro. Não há problema com essas coisas.

Mas o que nós temos que entender, é que isso não é prioridade para Deus.

Não é prioridade para Deus que eu troque de carro, mas que eu me interesse por pessoas, que eu efetivamente pregue a palavra.

E pregar a palavra é falar efetivamente de Jesus às pessoas, é ser uma testemunha de Cristo.

Nós podemos desenvolver a nossa profissão, expandir a nossa empresa, até mesmo tirar férias, ir à praia, passear, são boas coisas, nenhuma dessas coisas nos impede de falar de Jesus.

Mas a nossa falta de compreensão de qual é a vontade do Senhor certamente vai nos impedir de ser uma testemunha de Cristo (onde quer que nós estivermos, fazendo seja lá o que), se eu não entender perfeitamente que a vontade de Jesus é que eu seja sua testemunha, eu não vou falar sobre Jesus.

Esta manhã do primeiro domingo de 2016 é um desafio para cada um de nós, e é um desafio porque até mesmo crentes como os apóstolos tiveram dificuldade com isso.

E é um desafio em compreender que a vontade do Senhor é boa, perfeita e agradável, e que a vontade dele é que nós sejamos testemunhas de Jesus onde nós estivermos, falando do que vimos, ouvimos e da transformação que Ele, Jesus, fez nas nossas vidas.

E um problema merece uma resposta. Se o problema é saber qual a vontade do Senhor e como fazer a vontade do Senhor, o texto nos dá essa resposta, em como superar as dificuldades para proclamação da palavra.

E a resposta é...

2) MANTENDO UM RELACIONAMENTO COM JESUS (v. 12-14).

“12. Então eles voltaram para Jerusalém, vindo do monte chamado das Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, à distância de um sábado.
13. Quanto chegaram à cidade, subiram ao aposento superior, onde estavam Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus; Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, filho de Tiago.
14. E, unidos, todos se dedicavam à oração, juntamente com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele. ” (At 1.12-14).

Jesus já havia voltado ao Céu, e os seus discípulos haviam ficado na terra. Receberam a ordem para esperar em Jerusalém, até que fossem batizados com o Espírito Santo e, então depois, seriam testemunhas de Jesus até os confins da terra.

O interessante é o modo como eles esperaram.

Segundo o texto, Jesus ascendeu ao Céu no monte das Oliveira, que ficava à distância de um sábado. Mais ou menos um quilômetro, era a distância que um judeu podia caminhar no dia de sábado, segundo as normas judaicas.

Chegaram em uma casa, indicada como sendo a casa da mãe de João Marcos, um grande salão no segundo andar.

E o que eles se dedicaram a fazer? Verso 14.

ORAR!

Uma lição preciosa: Não há como ser testemunha de Jesus, sem uma vida de intimidade com Jesus através da oração.

Eu e você podemos ser os melhores oradores do mundo. Uma dessas pessoa que quando abre a boca já tem um discurso pronto, tem segurança para falar, quando fala as pessoas param para escutar o que está sendo dito.

Mas mesmo que eu e você sejamos oradores fantásticos, isso não fará a menor diferença em ser uma testemunha de Cristo, se em primeiro lugar nós não tivermos intimidade com Cristo em oração.

Talvez seja por isso que alguns crentes pregam pouco, ou quase nada, sobre Jesus: Porque também oram pouco ou quase nada.

A oração nos traz a coragem para pregar no nome de Jesus. Eu mostro isso a você em Atos 4.31:

“31. E, quando terminaram de orar, o lugar em que estavam reunidos tremeu. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a anunciar com coragem a palavra de Deus.” (At. 4.31).

Oração constante resulta em enchimento pelo Espírito Santo, que resulta em coragem para anunciar a palavra de Deus.

É um processo que começa com oração e resulta na proclamação do evangelho.

É como aquelas linhas de montagem, em que uma esteira vai levando as peças e cada funcionário acrescenta uma parte e no final o produto está pronto para ser usado.

Como igreja do Senhor Jesus nós precisamos aprender que sem oração não haverá pregação.

Se você não orar, você não será cheio do Espírito Santo e por isso não terá coragem para pregar o nome de Jesus.

Coragem para pregar Jesus não vem de nós (não é oratória, não é saber falar, não é falar bonito). É o Espírito Santo quem nos concede.

Há muitos crentes que sabem falar bem, que sabem falar muito bonito, que estudaram nas melhores escolhas, fizeram faculdade, mas infelizmente nunca levaram uma pessoa sequer aos pés de Jesus.

Quantas pessoas sem estudo, que não sabem as regras gramaticais, que não sabem sequer ler, mas que levaram incontáveis vida a conhecerem Jesus, simplesmente porque são pessoas de oração.

Eu não sei qual valor você tem dado à oração, mas ela é uma porta de intimidade com Deus, é uma porta para o Espírito Santo nos dar coragem para fazer aquilo para o que fomos chamados: Sermos testemunhas de Jesus, até os confins da terra (passando pelo nosso trabalho, nossa escola, nossas amizades e pela nossa família).

Quanto mais eu estudo a Bíblia, mais eu me convenço de que nós, toda a igreja do Senhor Jesus dos nossos dias, temos perdido grandes oportunidades de testemunhar o agir de Deus porque temos orado pouco, ou quase nada.

Por isso, seguir os passos da Igreja que Jesus fundou é colocar os joelhos não chão e falar com Deus, para que o Santo Espírito nos capacite a sermos usados como testemunhas de Jesus.

Oração, enchimento pelo Espírito Santo, coragem para pregação do nome de Jesus, esse é o caminho de intimidade que precisamos seguir, e pode começar comigo e com você, hoje mesmo.

Eu não quero me estender muito hoje em palavras, mas eu quero orar e quero convidar você a orar comigo, por isso eu reservei uma parte do tempo deste último tópico da mensagem para termos um tempo de oração.

A bíblia nos diz que oração resulta em enchimento do Espírito Santo e Ele nos dá coragem para pregar o evangelho, então eu gostaria que você orasse agora pedindo a Deus que encha você com o Espírito Santo, que lhe dê coragem para pregar o nome de Jesus ao sair por aquela porta.

Eu sei que muitas pessoas têm dificuldade em orar por mais tempo. Mas eu peço a você que não abra seus olhos enquanto eu não orar finalizando este momento.

Eu gostaria de pedir a todos os irmãos que orassem agora, todos. Se você tem outros motivos de oração, coloque-os diante de Deus também, família, trabalho, saúde.

Pela conversão de familiares ou amigos.

Mas vamos orar por um tempo irmãos, é a parte prática da mensagem desta manhã.

Vamos orar neste momento.

Linhares, 02 de janeiro de 2016.


Pr. Marcos José Milagre

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

A SAMARCO, EU, VOCÊ E O ESPELHO!


A SAMARCO, EU, VOCÊ E O ESPELHO!

Nós somos estranhos. Durante anos lançamos esgoto no Rio Doce (não me venha dizer que você não é culpado e que o "Poder Público" é responsável, sem adentrar o dever estatal, eu sou responsável pelo meu esgoto, lixo etc., e você pelo seu, além da nossa responsabilidade por quem foi eleito), e até hoje não nos preocupamos com o lixo que sai das nossas casas (poderia ser bem menor com ações simples).

Foi necessário que uma empresa acabasse com Rio Doce com uma só tacada para todos exigirmos "justiça" contra os atos da SAMARCO ("- ela é culpada, tem que pagar!!!"). E a Samarco tem mesmo que se responsabilizar pelos seus atos, como qualquer pessoa que polua a natureza, inclusive eu e você!

O grande problema é que nós (eu e você, para que ninguém pense que estou pulando fora do barco), estamos tão acostumados a poluir e colocar a culpa nos outros que não nos sentimos responsáveis.

Normalmente são as pessoas sem rosto a quem apontamos como culpadas: O governo, o Estado, o Município (como se não fossemos nós que elegêssemos as pessoas que tomam decisões e estabelecem prioridades nos entes públicos); ou o “ser humano” (como se fossemos de outra espécie).

Pois eu posso mostrar para mim mesmo e para você quem é culpado: vá até o espelho da sua casa, fique de frente para ele e aponte o dedo! Essa pessoa é a responsável! E digo mais, ela não vai aceitar facilmente que é responsável, porque ela se acostumou a culpar quem não está na frente do espelho, afinal, é mais fácil.

Se essa pessoa que está na frente do seu espelho disser para si mesma que não é culpada, faça as seguintes perguntas (são bem simples, para que ela entenda):

a) você já conferiu para onde vai esgoto que você produz (desconfiando da informação oficial, você já conferiu?)? (minha resposta: Não! Qual é a sua?);

b) você separa o seu lixo, para que os recicláveis não se misturem com o lixo não reciclável? (minha resposta: Não! Qual é a sua?);

c) você joga óleo de fritura na pia da cozinha? (minha resposta: Que óleo?! Qual é a sua?);

d) você leva sacola para o mercado para não precisar de sacolas plásticas? (minha resposta: Não! Qual é a sua?);

e) você joga lixo no chão (não na sua casa, porque lá a sua mãe/cônjuge te dá uma bronca, mas e na rua?)? (minha resposta: Graças a Deus, até que enfim acertei uma, às vezes ando com lixo na mão por quarteirões procurando uma lixeira – já estou me sentido o próprio “Capitão Planeta” por isso - #SQN! Qual é a sua?);

f) você já plantou uma árvore? (minha resposta: Sim! Meu pai me obrigava a acompanhá-lo ao sítio que possuía para plantar árvores frutíferas – estou esquentando, o Greenpeace que se cuide - #SQN! Qual é a sua?);

g) você construiu sua bela casa de praia, lagoa ou montanha em área de preservação ambiental - APP? (minha resposta: Não! Faltou grana para comprar o imóvel, mas o que é mesmo APP?!. Qual é a sua?);

Continue firme, estamos quase acabando!

h) você reutiliza a água (chuva, lavadora de roupas, ar condicionado etc.)? (minha resposta: sim, na verdade é a minha esposa que se preocupa com isso, mas somos uma só carne, então acho que conta... Qual é a sua?);

i) você se preocupa em tomar um banho rápido? Fecha a torneira enquanto escova os dentes, se barbeia? Enche a pia com água para lavar a louça? (minha resposta: sim, ou melhor, quase sempre... Qual é a sua?);

j) você se preocupa com a origem dos produtos que consome (verifica se tem selo verde, se a empresa que produz respeita o meio ambiente, os direitos humanos, se não possui trabalho análogo ao da escravidão, como alguns países asiáticos que não possuem legislação trabalhista etc.)? (minha resposta: “Não é o governo quem deve fiscalizar isso?Qual é a sua?);

k) você separa pilhas, baterias e equipamentos eletrônicos para levá-los a locais apropriados para coleta? (minha resposta: "Não faço a menor ideia do que a funcionária aqui de casa faz com isso (o que os olhos não veem..."). Qual é a sua?);

l) você junta as folhas do quintal e põe fogo (atazanando a vida dos seus vizinhos), ou joga em terreno baldio? (minha resposta: Não! Vai tudo para o saco do lixo, depois que o caminhão do lixo passa, some tudo, parece mágica! Qual é a sua?);

m) você sabia que tinta, óleo de motor, solventes de limpeza, amônia, produtos químicos para piscinas e similares não podem ser lançados diretamente no ralo? (minha resposta: o que eu faço com isso então?! Qual é a sua?);

Tenho muitas outras perguntas para a pessoa em frente ao espelho, mas acho que já cansei de passar vergonha, vou parar por aqui. Mas e você?! Quais foram as suas respostas? Você é tão poluidor quanto eu? É tão cara-de-pau quanto eu em colocar a culpa nos outros? Espero sinceramente que não!

Eu, você e a Sarmarco somos responsáveis pelas nossas ações, e nós podemos mudar, com certeza, podemos fazer muita coisa para preservar o meio ambiente.

Quero dizer a você que eu não sou um “ecochato”, na verdade nunca fui, nunca estive disposto a mudar meus hábitos ou abrir mão das comodidades da vida moderna em prol da natureza.

 Mas eu tenho dois filhos, e quero que eles tenham ar para respirar (neste momento que escrevo tem tanta fumaça no ar de Linhares/ES que está meio difícil), quero que eles tenham água para beber (com esgoto sendo lançado no Rio Pequeno, nas Lagoas de Linhares e com o Rio Doce MORTO, está cada vez mais difícil) e tenham o que comer (tenta comer dinheiro, carro, casa e veja se dá!)!

Se possível eu quero que os filhos dos meus filhos também possam fazer essas coisas fantásticas (respirar ar que não seja veneno, beber água que não seja esgoto e comer algo que não os mate!). E eu desejo isso também para os seus filhos e netos.

Não sei o que as outras religiões pregam sobre a conservação da natureza, mas se você é cristão como eu, quero te dizer que não deifico a natureza, ela é parte da criação, não é deus, mas eu tenho responsabilidades com ela, e você também! Recomendo o texto do Pr. Israel Belo de Azevedo sobre o compromisso do Cristão com a natureza: http://www.prazerdapalavra.com.br/component/content/article/548-gsis-11-n-no-meio-ambiente.html.

Não precisamos colocar a Samarco diante do espelho, a responsabilidade dela já foi escancarada por todos, mas eu e você bem que devíamos dar uma passadinha no espelho de casa e checar quem é que precisa mudar de comportamento e assumir responsabilidades, eu estou indo agora, e você, vai também?!

Um grande abraço, vamos mudar juntos!




quarta-feira, 19 de agosto de 2015

FIRMES NA FÉ

“FIRMES NA FÉ”
(Judas 17-23)
Sermão preparado para a PIB Linhares, em 12/08/15, quinta-feira, noite.

Boa noite irmãos.

Nesta noite nós vamos meditar na carta de Judas. É um texto que não é muito empregado em mensagens nem muito conhecido do nosso povo.

Por isso eu gostaria de fazer uma introdução um pouco mais longa sobre a carta e seu autor, para depois refletir nos versículos que serão objeto da nossa meditação.

A primeira coisa a saber é quem é o Judas, que é autor da carta. O próprio texto só nos informa que ele é “servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago”.

Em primeiro lugar eu preciso dizer que o Judas autor desta carta não é o Iscariotes. Aliás a má fama de traidor do Judas Iscariotes faz com que nós não vejamos muitos judas hoje em dia.

Mas nos dias de Jesus o nome Judas era muito comum. Judas na verdade é a forma grega do nome hebraico Judá (um dos filhos do patriarca Jacó) que veio a ser a tribo mais importante das doze, e que constituiu basicamente o reino do Sul quando Israel se dividiu após a morte de Salomão.

Os nomes Judas e Judá tem o mesmo significado: “Louvor” ou “adoração”. Por isso o nome “judeu” significa “aquele que louva” ou “aquele que adora”

Quem então é o nosso Judas, autor desta belíssima carta?

Ele se identifica como irmão de Tiago, por isso desde o segundo século depois de Cristo (desde cento e pouco) Judas é identificado pela igreja como
irmão de Tiago, e filhos de José e Maria, meio irmãos de Jesus em sua humanidade (Mc 6.3).

No evangelho segundo Marcos, capítulo 6, verso 3 está escrito assim:

“3. Este não é o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E suas irmãs não estão aqui entre nós? E escandalizavam-se por causa dele.” (Mc 6.3).

É interessante a ética de Judas e Tiago ao escreverem suas cartas. Nenhum dos dois usou o fato de serem meio irmãos de Jesus em sua humanidade para ganharem destaque ou influencia na igreja. Judas só se apresenta como irmão de Tiago para que a igreja soubesse quem estava escrevendo a carta. Judas se apresenta como “servo” de Jesus (é o grego doulós, que significa escravo – voluntariamente ou involuntariamente – é desse termo que vem o nome do nosso grupo musical doulói) Desde à saudação Judas ensina uma grande lição de humildade em sua carta.

E essa carta, apesar de possuir apenas 25 versículos, uma das menores do Novo Testamento, possui um conteúdo riquíssimo e extremamente relevante para nossos dias.

A carta de Judas é o que chamamos de apologética. Apologética é a defesa da fé. Nós precisamos conhecer aquilo que cremos para sabermos o que está errado (biblicamente falando), e, ao sermos confrontados por tantas denominações e seitas que existem e aparecem todos os dias,  termos coragem de dizer, também com fundamento bíblico, no que cremos e no que não cremos.

Judas escreveu à igreja que estava sendo assediada pela doutrina chamada gnosticismo. Os gnósticos negavam por exemplo, a humanidade de Jesus, porque criam que a matéria era ruim, então tinha que maltratar o corpo ou com o ascetismo (fome, a sede) ou com todo tipo de imoralidades, bebedeiras, glutonaria. Eles criam que o que o corpo fazia não atingia o espírito.

Eles também negavam a possibilidade da salvação para todos os homens, pois apenas um seleto grupo dos iluminados pelo conhecimento poderiam ser salvos (conhecimento este que apenas eles, os gnósticos, possuíam).

Judas diz no verso 4 que esses gnósticos se “infiltraram” na igreja. A palavra “infiltraram” aqui é o grego pareisduno, com o sentido de escorregar de mansinho por uma porta lateral para dentro da sala. É a ideia de entrar de fininho em algum lugar.

Isso chama nossa atenção e nos serve de alerta, porque as falsas doutrinas nem sempre vão ser jogadas no nosso rosto, normalmente os maiores erros que contrariam a Palavra de Deus vão entrando de fininho na nossa mente e na igreja pela fala mansa de algumas pessoas (principalmente de outras denominações e seitas) e podem causar um estrago enorme na vida das pessoas e da igreja.

Quantos casamentos, famílias, filhos, são destruídos porque o erro foi entrando “de fininho” e não foi percebido.

Por isso precisamos prestar muita atenção no que Judas nos diz nesta carta.

Então eu peço aos irmãos que abram suas Bíblias na Carta de Judas, a partir do verso 17. Nós vamos fazer a leitura até o verso 23:

“17. (...).” (Judas 17-23).

Firmes na Fé. Vamos orar mais uma vez.

O primeiro ensino de Judas que eu gostaria de destacar é...
        
1) LEMBRAI-VOS DO QUE FOI ENSINADO (v. 17).

“17. Mas vós, amados, lembrai-vos do que foi previsto pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo.” (Jd 17).

Judas aponta os erros praticados pelos gnósticos e apela não para a sua palavra ou para a sua autoridade pastoral, ele pede que os irmãos se lembre do que os apóstolos ensinaram.

A igreja sempre vai ser alvo de ataques doutrinários que vão buscar minar a nossa compreensão bíblica daquilo que Deus quer nos revelar.

Sempre vão surgir modas novas, ideias diferentes, e o que é novo e diferente pode acabar atraindo os nossos olhos.

Por isso o ensino de Judas chama nossa atenção para aquilo que já recebemos, a Bíblia.

Nosso compromisso com Deus, o nosso relacionamento com Deus, só vai estar alinhado com a vontade de Deus se nós conhecermos qual é a vontade de Deus, e isso só acontece se nós conseguirmos nos lembrar daquilo que aprendemos na palavra.

Tudo passa pelo conhecimento e prática da palavra!

Um texto que foi postado em no facebook acho que até pelo nosso pastor, convidando os irmãos para se matricularem na EBD, trazia um versículo do Livro do Profeta Oséias onde Deus é muito enfático sobre a necessidade de nós conhecermos a sua palavra.

Oséias 4.6 diz assim:

“6. O meu povo está sendo destruído porque lhe falta conhecimento. Porque rejeitaste o conhecimento, eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, eu me esquecerei de teus filhos.” (Os 4.6).

Gente isso é muito sério.

Porque não existe erro bíblico banal, ou insignificante. Tudo que é espiritual é relevante para nossas vidas.

Como nós vamos conseguir identificar o erro se nós não conhecermos a verdade?! Nós vamos comparar “o que” com “o que”?

Por isso Jesus orou ao Pai pelos seus discípulos (João 17.17): “Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade”.

Vamos nos santificar na verdade que a palavra de Deus irmãos. Conheçamos a palavra!

Esta igreja oferece inúmeras oportunidades para que você conheça a Bíblia: Mensagens nos cultos (para isso você precisa estar nos momentos de culto, temos até uma manhã teológica por mês na igreja – estamos estudando Escatologia). Temos a Escola Bíblica Dominical com literatura diversificada. Grupos familiares de casais, Ministério de Adolescentes e Jovens (que possuem estudos específicos para os dilemas que essa idade apresenta); agora o recente Ministério Rara Idade, para os mais experientes, com estudos para os desafios que a maturidade traz).

Isso sem falar no seu próprio tempo de estudo Bíblico em casa, que deve ser diário.

Tudo isto está acessível a você, mas cada um precisa buscar.  

E pode ter certeza, quando você precisar Deus vai trazer esse conhecimento à sua memória, seja para conforto em momentos difíceis, seja para segurança ou para proteção da sua vida.

Porque a Palavra de Deus é o único lugar confiável para nós encontrarmos o caminho correto para seguirmos.

Em segundo lugar, Judas nos ensina a...

2) EDIFICARMOS NOSSA VIDA SOBRE A NOSSA FÉ (v. 20-21).

“20. Mas vós, amados, edificando-vos sobre a vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo,
21. conservai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna.” (Jd 20-21).

Judas faz três afirmações nestes dois versículos:

a) edifiquem a vida de vocês (sobre a fé de vocês);
b) orem no Espírito Santo;
c) Se conservem no amor de Deus.

E eu quero dar uma olhada nestas três afirmações com os irmãos.

A primeira trata da edificação da vida. Edificar é construir, e levantar, erguer.

Eu acho que ninguém quer que a vida vá para baixo, no sentido de perder, ou de derrubar o que está construído.

Não creio que alguém aqui esteja construindo a vida, a profissão, o casamento, a família ou os relacionamentos para que isso seja destruído.

Como aquela brincadeira com peças de dominó, que o sujeito levanta, organiza, para derrubar e uma peça ir derrubando a outra.

Ninguém faz isso com a vida, ao menos não conscientemente.

Mas podemos fazer isso com a vida de forma inconsciente, quando não edificamos de forma correta.

Me lembra a parábola das casas contadas por Jesus. Um construiu sobre a rocha, cavou fundo, colocou alicerces, veio a chuva, o temporal e a casa permaneceu. Outro construiu sobre a areia, e no mesmo temporal a casa caiu.

Jesus é sempre apontado como essa rocha segura sobre a qual devemos construir. Nossa vida pode muito bem ser comparada a essa casa edificada sobre a rocha, mas a pergunta que Judas faria e eu faço aos irmãos nesta noite é: Qual é o alicerce que liga a casa (eu e você) à rocha (que é Jesus)?

Judas diz que deve ser a nossa fé!

E ele está certo porque: “Sem fé é impossível agradar a.... DEUS!” (Hebreus 11.6).

Abraão, citado em Hebreus 11, é exemplo de uma pessoa que construiu sua vida sobre a sua fé. Tinha uma vida estável em um lugar, mas preferiu levar uma vida errante pela fé na promessa de Deus.

Quantos crentes constroem suas vidas sobre coisas materiais, que podem contar (como o dinheiro), ou medir (como uma casa ou um terreno), quando na verdade nossa vida deve estar alicerçada sobre “aquilo que nós esperamos, mesmo que ainda não tenhamos”; e alicerçada sobre “aquilo que nossos olhos físicos não enxergam”.

Porque esse é o conceito Bíblico de Fé (Hebreus 11.1): “A fé é a garantia do que se espera e a prova do que não se vê”.

E é sobre essa fé que devemos edificar, ou construir, nossa vida. Pelos olhos da fé, pela esperança e a certeza que a fé traz.

Mas Judas ainda orienta a igreja a orar no Espírito Santo e a se conservar no amor de Deus.

A palavra “orando” no verso 20 é o grego “proseuokómenoi” que traz o sentido de “orar e adorar”. A oração de alguém que edifica sua vida sobre a fé não pode ser um ato mecânico.

Não é oração pré-fabricada, pré-moldada, decorada, é oração como um ato de culto a Deus.

Nós precisamos nos recordar a cada dia, que oração é abrir o coração para Deus. Por isso oração não requer palavras bonitas, ou difíceis, mas requer sinceridade. O que está no coração deve ser dito a Deus.

Para que nós não venhamos a edificar a vida sem fé, sem oração como ato de culto. Porque o resultado disso é que muitos crentes se afastam do amor de Deus.

Como é que uma pessoa se afasta do amor de Deus?

Quando não aceita o cuidado, o direcionamento ou a correção de Deus.

Por isso é que Judas diz: “conservai-vos no amor de Deus”.

Muitos crentes se afastam da igreja, esfriam espiritualmente, alguns até se sentem abandonados pela igreja ou por Deus.

Deus nunca abandona ninguém! Mas para sentirmos seu amor precisamos desejar permanecer neste amor. Se eu me sentar em um canto qualquer e dizer a mim mesmo, ninguém me ama, ninguém se importa comigo ou com o meu sofrimento.

Aos nossos próprios ouvidos, a nossa palavra vai parecer que é verdade, quando não é!

Um amor que leva Deus à cruz não se afasta nunca de uma pessoa. Por isso, permaneça no amor de Deus, sinta-se amado por Deus; ou permita-se sentir o amor de Deus, porque o amor de Deus por você não pode ser medido de tão grande que é, mas se enxerga pela fé.

E, por fim, Judas nos ensina a ter...

3) COMPAIXÃO E MISERICÓRDIA PARA OS QUE ESTÃO EM DÚVIDA (v. 22-23).

“22. E mostrai compaixão para com alguns que estão em dúvida,
23. e salvai-os, arrebatando-os do fogo; e a outros, demonstrai misericórdia com temor, tendo repugnância até da roupa manchada pela carne.” (Jd 22-23).

Judas agora fala aos que foram atingidos pelo erro (à época, pelo erro dos gnósticos).

Mas ele não manda que essas pessoas que se afastaram da igreja sejam apedrejados, maltratados, esquecidos.

Ele manda a igreja ter COMPAIXÃO E MISERICÓRDIA e ajudar essas pessoas.

Nós poderíamos muito bem aplicar o texto aos que ainda não entregaram suas vidas a Jesus, mas eu creio que nós devamos falar daqueles que um dia entregaram suas vidas a Jesus nesta igreja, foram batizados e agora estão afastados do nosso convívio, porque deram ouvidos a coisas que não agradam ao Senhor.

Por isso eu quero falar sobre restauração.

Em alguns momentos parece que é mais fácil perdoar o erro do incrédulo que do irmão que se arrepende (pastor o irmão tem conhecimento da palavra, não deveria errar).

Por isso que devemos ainda mais demonstrar misericórdia com os irmãos que se afastam da igreja. O conhecimento da palavra faz com que o afastamento dele, o erro, lhe doa ainda mais.

Nós só erramos porque somos humanos e todos nós estamos sujeitos a pecar (a 1 João 3.6 diz que os crentes não vivem em pecado, então nós pecamos eventualmente); e todos nós estamos sujeitos a cair (Paulo diz 1 Cor 10.12 que “aquele que pensa estar de pé, cuidado para que não caia”).

O grande pecado dos fariseus, que foram tão criticados por Jesus era o orgulho. O orgulho os impedia de olhar para os pecadores da sua própria gente com compaixão, com misericórdia.

E foi o orgulho que os impediu também de sentirem necessidade da graça de Deus.

Irmãos, nós precisamos ter muito cuidado com orgulho espiritual, para que ele não nos cegue ao olharmos para um irmão que está frio na fé.

Para que esse orgulho nos faça criticarmos o frio na fé, o desviado, o afastado em vez de darmos uma palavra de amor, de compaixão, de esperança, de restauração.

Nossa atitude com os irmãos desviados, afastados, pode ser um pensamento farisaico: “você conhecia a verdade, você pecou, ou você se afastou, o problema é seu, Deus vai pesar a mão sobre a sua vida”.

Ou pode ser uma atitude de compaixão, misericórdia, um pensamento de Cristo: “Deus te ama, o seu lugar é próximo de Deus, com a igreja, nós sentimos a sua falta, o que podemos fazer para te ajudar a voltar

“- Mas pastor, ele tem que se arrepender!”

Claro irmãos, todos nós quando pecamos precisamos nos arrepender e pedir perdão (seja por ter contado uma mentira, seja por ter feito distinção de pessoas, seja pela fofoca, seja por ter sonegado imposto, seja por pelo homicídio, seja por que pecado for... O pecado sempre exige arrependimento e mudança de comportamento, Deus exige isso!

O próprio texto de Judas mostra que nós não podemos concordar com o pecado do irmão (Judas diz no verso 23: “tendo repugnância até da roupa manchada pela carne”). Eu não posso aquiescer com o erro, mas eu posso demonstrar isso como Deus faz, em amor, exercendo a compaixão e a misericórdia.

O amor atrai os pecadores para perto de Deus e os afasta do pecado.

O ministério de Jesus mostra isso. O texto de Marcos 2.15 diz que Jesus atraia pecadores e publicanos para perto de si.

O amor constrange a pessoa a ser arrepender e ajustar sua vida à vontade de Deus.

Zaqueu ajustou sua vida só porque Jesus olhou para ele e disse que iria se hospedar em sua casa (Lucas 19.5 e 8).

Os fariseus se irritaram e criticaram Jesus: “Ele vai ser hóspede de um homem pecador” (Lc 19.7).

O farisaísmo espiritual sempre vai apontar para o erro, para a queda, para baixo.

Jesus, por outro lado, sempre nos aponta para a oportunidade de se levantar, de se reconciliar com Deus, para cima.

Mas Jesus mostra como ele enxerga as pessoas (Lucas 19.10): “Porque o filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”.

Nós podemos ser fariseus e criticar ou sermos cristãos e buscarmos essas pessoas distantes com compaixão, misericórdia e amor.

A Carta de Judas é tão importante para nossos dias, pois nos mostra como mantermos firmes nossa fé nestes dias em que há tanto erro, como caminharmos com Deus e a ajudarmos aqueles que por um motivo ou outro caíram durante essa caminhada.

Vamos orar neste momento.

Linhares, 13 de agosto de 2015.

Pr. Marcos José Milagre

PIB Linhares