quinta-feira, 29 de março de 2018

CRENTE; MAIS OU MENOS!


“CRENTE; MAIS OU MENOS!”
(Gênesis 12.1-5)


Bom dia irmãos.

Nesta manhã nós vamos refletir sobre a vida cristã e como os irmãos podem ver pelo tema da mensagem, “Crente; mais ou menos”, nossa proposta é pensar na nossa fidelidade na caminhada com Deus.

E eu digo fidelidade porque isso é muito importante na vida cristã.

Nós somos um país em que 22% da população se declara “Evangélica” (42,3 milhões de pessoas), se considerarmos os que se declararam católicos, nós temos mais 64,6% da população (123,3 milhões de pessoas) que em teoria são cristãos.

Ou seja, um país de 86,6% da população que se declara espontaneamente como discípulo de Jesus não deveria estar como está? Os irmãos concordam com isso?

Ou boa parte dessa gente mentiu para o IBGE sobre a sua crença, ou nós temos uma grande quantidade de crentes “mais ou menos”.

E com a expressão “crentes mais ou menos” eu quero que você me entenda que eu não estou dizendo que esse povo todo não é convertido, o que eu estou dizendo é que pode ser que na mente dessas pessoas haja uma separação entre salvação e santificação.

Nós somos salvos quando nos arrependemos dos nossos pecados e nos voltamos para Jesus Cristo, entregando nossas vidas a Ele.

A partir desta conversão, começamos então uma caminhada de santificação que é viver a nossa vida sob o senhorio de Cristo, como disse o apóstolo Paulo em Gálatas 2.20: “Porque não sou mais eu quem vive, mas é Cristo quem vive em mim. E essa vida que vivo agora no corpo, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”.

Quando vamos batizar um novo irmão, perguntamos a Ele: “Você aceita Jesus como seu Salvador e Senhor?”. Se a pessoa responder não eu não posso batizá-lo, porque para ser batizado em uma igreja batista histórica o sujeito tem que primeiro ser convertido.

Mas eu chamo sua atenção para o fato de que Jesus não é só nosso “salvador”, ele precisa ser necessária e inafastavelmente também o nosso “SENHOR”!

Crente mais ou menos é aquele que se converteu, mas que não tem vivido sua vida como se Jesus fosse, além de seu salvador, também o seu Senhor.

Quem vai nos ajudar a compreender isso é o sobrinho de Abraão: Ló!

Por gentileza, abram suas Bíblias no Livro de Gênesis, Capítulo 12. Nós leremos os versos de 01 a 05.

 “1. (...)” (Gênesis 12.1-5).

Vamos orar mais uma vez.

A primeira coisa que podemos notar na vida de Ló é que...

1) CRENTES “MAIS OU MENOS” VÃO A REBOQUE DOS OUTROS (v. 20-b).

 “1. E o Senhor disse a Abrão: Sai da tua terra, do meio dos teus parentes e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.
4. Abrão partiu como o Senhor lhe havia ordenado, e Ló foi com ele. Abrão tinha setenta e cinco anos quando saiu de Harã.” (Gênesis 12.1 e 4).

Deus determinou que Abraão, ainda chamado Abrão (Deu muda o seu nome depois Gn 17.5) que ele saísse (1) do meio dos parentes e; (2) da casa do pai.

Se você olhar o texto de Gênesis 11.32, mostra que o pai de Abrão, chamado Terá, teve 4 filhos: Abrão, Naor, Harã e Sara (que era filha de outra mãe – Gn 20.12).

Abrão se casou com sua meia-irmã Sara, até então eles não tinham filhos.

Harã morreu em Ur dos Caldeus, mas deixou 3 filhos: Ló, Milca (que se casou com tio Naor) e Iscã.

Naor se casou com sobrinha, Milca (filha de Harã) e teve ao menos um filho chamado Betuel (que foi pai de Labão e Rebeca - Gn 24.15).

Não estranhe estes casamentos entre tio e sobrinha e irmãos unilaterais, filhos apenas do mesmo pai, pois era um costume daqueles dias, a relações de casamento e a proibição de várias tipos de união com parentes só veio a surgir quando Deus entregou a lei a Moisés.

Terá então parte em destino a Canaã, levando em sua companhia apenas Abrão, Sara e Ló, mas Terá faz uma parada em Harã e morre ali, que é quando Abrão é chamado por Deus (mapa).

Restavam da família de Terá, portanto: Abrão e Sara. Naor, Milca (e possivelmente Betuel já havia nascido), por fim, Ló e Iscã.

A grande pergunta que nenhum teólogo cristão ou judeu responde com certeza é: Porque Abrão levou Ló consigo?

Isso porque a ordem de Deus era: “Sai da tua terra, do meio dos teus parentes e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei”.

Ló era parente, porque Abraão o levou junto? E eu vou usar o nome que foi alterado por Deus, Abraão, daqui para frente.

Ló era parente, porque Abraão o levou junto?

A continuidade do relato bíblico mostra que Ló só causou problemas para Abraão.

Os pastores deles se desentenderam (Gn 13.5-7):

“5. E Ló, que ia com Abraão, também tinha ovelhas, gado e tendas.
6. A terra não podia sustentá-los habitando juntos. Como os seus bens eram muitos, não podiam habitar juntos.
7. Por isso houve um desentendimento entre os pastores dos rebanhos de Abrão e os pastores dos rebanhos de Ló. Nessa época, os cananeus e os perizeus habitavam aquela terra.” (Gn 13.5-7).

Depois Ló foi feito refém e Abraão precisou resgatá-lo (Gn 14).

Depois Abraão precisa interceder junto a Deus pela vida de Ló e da família, antes da destruição de Sodoma e Gomorra (Gn 18).

Não há um relato sequer de que a companhia de Ló tenha sido benéfica para a família, a fé e a promessa recebida por Abraão!

Alguns comentaristas tanto cristãos quanto judeus, dizem que, com a morte de Harã, Abraão e Sara por não terem filhos, se apegaram tanto ao sobrinho Ló que não tiveram coragem de deixa-lo para trás, é a melhor explicação que conseguimos.

Mas o fato é que Ló não estava no plano de Deus para o cumprimento da promessa feita a Abraão!

Ló não fazia parte do pacote. Mas como naqueles dias, ainda hoje temos muitos crentes “mais ou menos” que vão a reboque dos outros. Que sobrevivem com a fé emprestada de outro crente.

Há filhos adolescentes e jovens que vem a reboque de seus pais para as reuniões da igreja. Mas um dia eles serão adultos, e não é incomum que se afastem da fé, da igreja, porque são crentes mais ou menos. Ou, quando os pais não vão à igreja, eles também não vão.

Há cônjuges que são crentes “mais ou menos”, vem acompanhado o marido ou a esposa para a igreja. São convertidos, são crentes, não digo que não são, mas não vivem suas vidas como se Jesus fosse seu Senhor. Vivem o Evangelho “mais ou menos”.

Há irmãos que são “crentes mais ou menos” na dependência pastoral. O pastor está na reunião da igreja, eles estão, o pastor sai de férias, eles também, mas ficam em casa no dia do culto, é a chamada “Pastorlatria” (é o neologismo, uma palavra que podemos criar, para esse comportamento). Latria aqui vem do grego “λατρεια”, "latréia" que é adorar.

Para esse tipo de crente “mais ou menos” a adoração depende da presença do pastor para fazer a sua chamada, o checklist para ver se não estão faltando, a adoração não é movida pelo desejo de adorar.

Não seja um crente que vai a reboque dos outros, a história de Ló mostra que isso causou muito sofrimento a ele e à sua família.

Não seja “mais ou menos”.

O apóstolo Paulo ao escrever à igreja em Éfeso diz que precisamos crescer na vida espiritual, porque nosso alvo é a estatura espiritual de Cristo (Ef 4.11-16:

“11. E ele designou uns como apóstolos, outros como profetas, outros como evangelistas, e ainda outros como pastores e mestres,
12. tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos para a obra do ministério e para a edificação do corpo de Cristo;
13. até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo;
14. para que não sejamos mais inconstantes como crianças, levados pela mentira dos homens, pela sua astúcia na invenção do erro;
15. pelo contrário, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo.
16. Nele o corpo inteiro, bem ajustado e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a correta atuação de cada parte, efetua o seu crescimento para edificação de si mesmo em amor.” (Ef 4.11-16).

Nossa fé não pode ir a reboque da fé de nossos pais, cônjuge, pastor... O texto diz que quando cada um de nós cresce em santidade, a igreja cresce em santidade.

Isto porque não há espaço para o “Rambo de Jesus” na igreja, aquele que ganha a guerra lutando sozinho, é o que o movimento dos desigrejados prega hoje. Não existe essa figura no Novo Testamento.

Mas nossa convicção de que fomos salvos e que precisamos cultivar a nossa fé, e crescer em santidade deve partir de nós, não deve ser dependente da fé e da santidade de outra pessoa.

Mas uma segunda coisa que aprendemos neste texto sobre o crente “mais ou menos” é que:

2) O CRENTE “MAIS OU MENOS” OLHA PARA A VIDA COM OS OLHOS CARNAIS E NÃO COM OLHOS ESPIRITUAIS (Gn 13.8-11).

“8. E Abrão disse a Ló: Não haja desentendimento entre mim e ti, nem entre meus pastores e teus pastores, pois somos irmãos.
9. A terra toda não está diante de ti? Peço-te que te separes de mim. Se escolheres para a esquerda, irei para a direita; se escolheres a direita, irei para esquerda.
10. Então Ló levantou os olhos e viu todo o vale do Jordão, todo bem regado até chegar a Zoar (antes de o Senhor destruir Sodoma e Gomorra), como o jardim do Senhor, como a terra do Egito.
11. Ló escolheu para si todo o vale do Jordão, e partiu para o oriente. Assim se separaram um do outro.” (Gn 13.8-11).

Eu tenho uma pergunta: Porque Abraão mandou Ló escolher para que lado queria ir?

1) Abraão tinha recebido promessa de Deus, a aliança era com ele e com sua descendência, Ló não estava na promessa. 2) Abraão era o tio, tinha ascendência sobre Ló. 3) Abraão era mais velho, na cultura semítica a idade lhe assegurava a preferência na escolha. 4) Abraão tinha mais posses, mais servos, a força também lhe garantia a escolha.

Porque Abraão mandou Ló escolher para que lado queria ir?

Uma resposta: Olhos da fé!

Abraão sabia que Deus estava no controle da sua vida, afinal foi o Senhor que o chamou, Deus não o abandonaria.

Os olhos da fé permitem que enxerguemos aquilo que os olhos carnais não podem.

Com os olhos da fé enxergamos o agir de Deus, as promessas de Deus, e o cumprimento delas nas nossas vidas.

Mas isso não acontece com o crente “mais ou menos”. Ele só enxerga até onde a vista alcança, a fé dele vai até onde o extrato bancário permite e para por aí.

O crente “mais ou menos” não se importa com as consequências espirituais das suas decisões, porque ele só enxerga o que é material.

Por isso vemos alguns crentes que se envolvem com atividades impróprias para um crente (gente que trabalha em motel, em bares). Não são atividade para um servo de Jesus.

Crentes que só enxergam a vida materialmente vão abrir mão do cuidado e da criação dos filhos para realizarem seus “projetos”, aumentar a casa, aumentar o patrimônio, ter a casa de veraneio, ganhar dinheiro, e os filhos, o casamento ficam em segundo ou terceiro lugar, Deus vem depois disso ainda. Depois os pais, ou os cônjuges se perguntam: Onde foi que nós erramos? Eu te dei tudo que você queria?

Mas não deu o que o filho ou o cônjuge precisavam: exemplos de fé.

O verso 10 diz que Ló levantou os olhos e viu todo o vale do Jordão. Ló cobiçou o que seus olhos viam!

Jesus vai falar sobre a preocupação humana com as coisas materiais em Mateus 6, a partir do verso 16.

No verso 23 ele diz assim: “se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo estará repleto de trevas. Se, portanto, a luz que há em ti forem trevas, que grandes trevas serão!”.

O Novo Testamento Judaico traz uma nota de rodapé que explica o contexto do versículo, traduzindo a expressão “olho mal” como AVAREZA!

Olhos maus são olhos que enxergam as coisas materiais, deste mundo e como diz o Senhor Jesus, em Mateus 6, no verso 24, fazem dessas coisas materiais seu senhor, um deus, chamado de Mamom!

Crentes “mais ou menos” praticam o pecado da idolatria quando seus corações são guiados pela ganância, pelas decisões contrárias à vontade de Deus.

Abraão mostrou a terra a Ló e ele escolheu o que apetecia o seu próprio desejo carnal!

Todos os crentes passam por este momento de decisão: Escolher o que eu quero, ou o que vai fazer a vontade de Deus!

O sujeito tem à frente escolher, por exemplo, entre um retiro espiritual, em comunhão com a igreja, ouvindo músicas, mensagens confrontadoras e restauradoras, tempo de oração e quebrantamento; ou uma temporada na praia, onde mesmo que o sujeito não participe das orgias, músicas compostas creio eu, sob influência do maligno, além de toda aquela bebedeiras e prostituição, é um ambiente que em especial por ocasião do carnaval, dedicado à impiedade e ao pecado (tanto é que se chama festa da carne - carnaval). 

Com olhos carnais, Ló e outros crentes “mais ou menos” escolheriam o ambiente da entre aspas “festa da carne”!

Mas, e com olhos espirituais: O que Abraão escolheria? O que Jesus escolheria? E nós, o que nós devemos escolher?

Cuidado com seus olhos espirituais, pode ser que você precise do colírio da fé, da leitura da bíblia e da oração para voltar a enxergar bem!

Uma terceira coisa que a vida de Ló nos mostra, é que...

3) O CRENTE “MAIS OU MENOS” VAI SE APROXIMANDO DO PECADO PASSO-A-PASSO, ATÉ QUE CAI, E PODE ARRASTAR MAIS GENTE COM ELE (Gn 13.12-13).

Eu não sei se até agora alguém se perguntou de onde o pastor tirou que Ló era um sujeito de fé, mesmo sendo “mais ou menos”.

Eu deixei isso mais para o fim, justamente, para ver se os irmãos estão ouvindo a mensagem com ouvidos atentos e com a mente reflexiva.

Mas deixei para o fim, principalmente, para te mostrar que mesmo um crente, quando o é “mais ou menos”, pode ser atraído pelo pecado, passo-a-passo, até cair, e sua queda normalmente é muito feia!

Porque existem pessoas que pensam que estão imunes ao pecado. Que não serão mais tentados e assim o pecado não pode, de forma nenhuma, lhes atingir novamente.

Eu sou crente batista do papo amarelo, não tem tentação comigo! Amém pela sua segurança.

Mas não foi bem isso que Jesus ensinou aos seus discípulos ao ensinar-lhes a oração modelo (Mateus 6.13-a): e não nos deixe entrar em tentação; mas livra-nos do mal”.

A tentação virá sobre cada um de nós, mesmos crentes, por isso a oração ensinada pelo Senhor é que peçamos a Deus para não nos deixar entrar em tentação, e para nos livrar do mal.

Eu disse que Ló era crente, mesmo que mais ou menos, vou enumerar três motivos para sustentar essa afirmação. A primeira porque o Apóstolo Pedro faz essa afirmação na sua 2ª Carta, capítulo 2, versos 7 e 8:

“7. Se Deus livrou o justo Ló, atribulado pela vida indecente daquelas pessoas sem princípios.
8. (porque, vivendo entre eles, esse justo afligia sua alma todos os dias, ao ver e ouvir as obras perversas deles),” (2 Pe 2.7-8).

Além disso, confirma essa (i) afirmação de Pedro, (ii) o fato de que Ló deu abrigou e procurou proteger os Anjos ao hospedá-los, e, ainda, (iii) foi obediente ao Senhor ao não olhar para trás quando da destruição de Sodoma e Gomorra.

Mas, mesmo sendo chamado de “justo”, isso não impediu que Ló fosse “mais ou menos” e com isso fosse atraído pelo pecado!

O apóstolo Tiago, com a praticidade que é comum à sua carta, diz o seguinte sobre o esquema da tentação:

“14. Mas cada um é tentado quando atraído e seduzido por seu próprio desejo.
15. Então o desejo, tendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, após se consumar, gera a morte.” (Tg 1.14-15).

cada um é tentado quando atraído e seduzido por seu próprio desejo

Qual o desejo do seu coração meu irmão?

No caso de Ló o desejo do coração dele era a cidade de Sodoma (Gn 13.12-13):

“12. Abraão habitou na terra de Canaã, e Ló foi habitar nas cidades do vale, mudando suas tendas até chegar a Sodoma.
14. Os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o SENHOR.” (Gn 13.12-13).

Ló foi atraído pelo seu próprio desejo, a sua ganância por recursos materiais. Pensou que tinha passado a perna no tio, foi morar no vale, depois foi mudando, suas tendas, cada vez para mais perto de Sodoma, até que foi morar na cidade!

Esse era, e ainda é, o caminho do crente “mais ou menos”. Ele é um bobo, mas pensa que é esperto.

Bebe bebida alcoólica e pensa que esconde do Pastor, porque acha que o pastor é chato com isso, e que a Bíblia não proíbe a bebida.

Alguns namorados crentes “mais ou menos”, matem relação sexual antes do casamento, e como as pessoas não vão ficar sabendo, é só passar óleo de peroba e tocar a vida.

O empresário crente “mais ou menos”, sonega imposto e como todo mundo faz (na mente dele todo mundo faz igual) e a igreja não fica sabendo, “vamo lá”, “toca o bonde”!

E várias outras situações em que o sujeito crente “mais ou menos” vai sendo atraído pelo desejo do seu coração, e esse desejo é concebido, gera o pecado, e o pecado a morte!

Irmãos, não sejamos crentes “mais ou menos”. O sábio aprende com o erro dos outros:

Vejamos o exemplo de Ló:

 - perdeu a companhia de Abraão (com quem Deus estava);
- foi feito prisioneiro (salvo depois por Abraão);
- perdeu a casa e os bens com a destruição das cidades pecadoras;
- perdeu os futuros genros Gn 19.4. Eles pensaram que Ló estava fazendo uma brincadeira com eles (Abraão faz um clamor a Deus para que se houvessem 10 justos a cidade não seria destruída (Gn 18.32) – Ló, a esposa e duas filhas saíram da cidade, nem os candidatos a genro não tinham sido influenciados pela pessoa de Ló, ele só tinha que ter evangelizado os genros e mais quatro pessoas, para que a cidade não fosse destruída – veja que o crente “mais ou menos” não impacta positivamente a vida espiritual de ninguém);
- perdeu a esposa (desobediente olhou para trás);
- foi humilhado e envergonhado pelas duas filhas que o embebedaram se deitaram com ele, e geraram tiveram dois filhos Gn 19.32-38 (Bem-Ami e Moabe) que formaram os povos Amonitas e Moabitas, dois espinhos na vida do povo de Israel.

Uma vida de fracasso, derrota, vergonha, e de humilhação, tudo isso porque era um “crente mais ou menos”.

Em contraste com Ele, temos Abraão, um crente sincero, submisso à vontade de Deus, disposto a sacrificar o filho da promessa, Isaque, para fazer a vontade do Senhor. Ele foi chamado de “Pai da Fé”.

Da descendência dele nasceram reis e profetas. Homens como Moisés, Davi, Elias, e principalmente, o nosso Senhor Jesus, que sendo Deus veio a este mundo!

A diferença é que Abraão era um homem que erguia altares de adoração sincera ao Senhor por onde passava: Gn 12.7, 12.8; 13.18; 22.9.

Ló ao contrário, só erguia suas tendas e levava assim sua casa em direção ao pecado e à desobediência ao Senhor.

Qual caminho você quer seguir meu irmão?

Para onde você quer levar sua vida e a sua família?

Não seja como Ló, um “crente mais ou menos”, mas seja como Abraão, um homem de fé, um construtor de altares, um crente sincero e obediente a Deus, e Ele vai abençoar sua vida!

Vamos orar. Oração.


segunda-feira, 23 de maio de 2016

FAMÍLIA PERDIDA, FAMÍLIA ENCONTRADA!

“FAMÍLIA PERDIDA, FAMÍLIA ENCONTRADA”
(Lucas 19.1-10)
Sermão preparado para a PIB Linhares, em 22/05/16, domingo, noite.

Boa noite irmãos e amigos.

Nesta noite eu gostaria que nós meditássemos em uma narrativa do Ministério de Jesus, feita unicamente pelo evangelista Lucas, sobre um pequeno homem, mas de grande fé, que recebeu Jesus em seu lar.

O nome deste homem é Zaqueu.

E, para começar nossa meditação, abra sua Bíblia no evangelho segundo Lucas, capítulo 19, versos 1 a 10, quando encontrar o texto se coloque para ouvirem a leitura que eu farei do texto:

“1.” (Lucas 19.1-10).

Família perdida, família encontrada!

Vamos orar mais uma vez.

Essa narrativa do evangelista Lucas começa mostrando uma cena comum de Jesus, ele estava passando por uma Jericó, a cidade das palmeiras, a caminho de Jerusalém.

Não há milagres, não há tensão na narrativa, apenas um homem de pequena estatuara, chefe dos publicanos, queria ver quem era Jesus.

Poderia bem ser esta noite. Jesus passava por Linhares e um grupo de pessoa se reuniu no templo da Primeira Igreja Batista de Linhares para ver Jesus. E alguém, por ser de baixa estatura, subiu ali na nave para ver quem era Jesus.

Com Jesus até mesmo as coisas mais comuns podem se transformar em coisas extraordinárias.

Pescadores viram líderes de uma igreja, prostitutas se tornam mulheres exemplares, ladrões se tornam homens de bem.

Jesus tem esse propósito de buscar e salvar aqueles que, por um motivo ou outro, se perderam no caminho desta vida.

Nesta noite, como estamos no mês da família, eu quero falar sobre uma família que estava perdida, mas foi encontrada.

1) PORQUE UM DE SEUS MEMBROS VENCEU OBSTÁCULOS PARA SE ENCONTRAR COM JESUS (v. 2-3).

“2. Havia ali um homem chamado Zaqueu, que era rico e chefe de publicanos.
3. Ele tentava ver quem era Jesus e não conseguia, por causa da multidão e porque era de pequena estatura.” (Lc 10.40).

O nome Zaqueu vem do hebraico Zacai (Nos textos de Ed 2.9 e Ne 7.14 mostra a família de um Zacai, que voltou do cativeiro babilônico); e Zacai significa “puro” ou “reto”.

Mas o Zaqueu da nossa narrativa podia ser tudo, menos puro ou reto.

Isso porque Lucas informa que ele era “chefe dos publicanos”. Levi ou Mateus, que escreveu o Evangelho Segundo Mateus, que foi um dos doze, também era publicano, mas Zaqueu era “chefe de publicanos”.

É como se Zaqueu fosse chefe dos fiscais da cidade. O império romano contratava pessoas para recolher os impostos. Quem melhor que as pessoas que viviam no lugar para recolher esses impostos? O sujeito sabia quantas ovelhas outro tinha, sabia como tinha sido a colheita, sabia quantas pessoas tinha na casa.

Era mais difícil sonegar impostos se alguém do lugar cobrasse. Mas os publicanos não tinham salário, eles ganhavam um percentual em cima do que arrecadassem.

E muitos deles arrecadavam um pouco a mais para guardarem para si, daí veio a fama sobre eles de que todo publicano era um ladrão do povo. Isso sem falar que os judeus odiavam quem trabalhava para o Império Romano.

Por isso Zaqueu, como chefe dessa classe que cobrava impostos não devia ser nada popular na cidade, porque ele era rico, então a presunção que havia é ele, com a sua turma, roubava o povo.

Só que Jesus estava passando pela cidade naquele dia. Zaqueu já devia ter ouvido falar de Jesus.

Jesus curava pessoas, ressuscitava mortos, comia com publicanos e outros pecadores, e até chamou um colega de profissão de Zaqueu para ser um discípulo.

Jesus fazia coisas que o chefe da sinagoga de Jericó, o líder religioso daquela rica cidade jamais faria. Jesus fazia o que os sacerdotes do templo jamais fariam, que era dar atenção às pessoas com maiores dificuldades morais e espirituais que existiam à época.

Por isso não deve ter sido fácil para Zaqueu procurar por Jesus.

Ele tinha tantos obstáculos para atravessar.

O primeiro obstáculo foi a multidão. Rapaz, você conseguir passar por uma multidão é muito difícil. Aquele povo todo de Jericó querendo ver Jesus, e você ali atrás pedindo licença.

Ninguém ia ceder espaço para outra pessoa ver Jesus. “–Chegou tarde e quer ficar na frente, sai daqui seu corrupto, seu ladrão, pintor de rodapé”.

Porque Zaqueu ainda era baixinho. O povo judeu já não tinha uma estatura média muito elevada, então se o texto diz que ele era “de pequena estatura”, é porque ele era bem baixinho mesmo.

Isso já seria suficiente para desanimar uma pessoa. “-Há vou deixar esse negócio para lá, em outra oportunidade eu vejo esse tal de Jesus”.

Só que Zaqueu não deixou para lá, porque pode não haver outra oportunidade para se encontrar com Jesus.

Mas ele ainda precisa enfrentar uma barreira social enorme. Nós falamos que ele era “chefe de publicanos”. Hoje o nome dele certamente estaria em uma dessas operações como a lava-jato, nem que fosse como investigado, para saber a origem da riqueza dele.

É como se Zaqueu chegasse próximo aquela multidão e o pessoal mexesse com ele: “-Cuidado, o japonês da federal tá chegando aí”. A família de Zaqueu devia ter vergonha da comunidade, muita vergonha.

Mas a pior barreira que Zaqueu tinha enfrentar era a barreira espiritual. Ele era um pária entre os seus.

A sociedade judaica era muito religiosa como um todo, e por ser um “chefe de cobradores de impostos” Zaqueu era um indivíduo que a sociedade onde ele vivia o repelia.

Sabe aquela situação em que você está no mercado com os seus filhos fazendo compras, e você percebe que ali do seu lado tem uma pessoa que é execrada pela sociedade, é considerada uma pessoa indigna.

Zaqueu não era bem-vindo na Sinagoga, não era bem-vindo no Templo, ele não era bem-vindo na religião judaica.

Eu acho que eu não preciso citar mais nenhum motivo para que acredite que Zaqueu tinha todos os motivos do mundo (físicos, morais, sociais, culturais e espirituais), para nem sair de casa no dia que um homem santo como Jesus passava por Jericó.

Por isso eu queria perguntar a você com muita sinceridade nesta noite:

Por qual motivo você ainda reluta em se encontrar pessoalmente com Jesus?

Quais são os seus obstáculos?

Porque a gente precisa pensar nessas coisas.

1) É um obstáculo moral? Você por acaso sente que sua vida tem erros de natureza moral, e que você precisa acertar isso antes de se permitir encontrar com Jesus?

O grande segredo é que Jesus nos recebe como estamos, a Bíblia diz que nós só precisamos nos arrepender e ter fé, são os dois lados da salvação, arrependimento e fé. E é Jesus quem vai corrigir nossa vida moral.

O seu obstáculo por acaso é social? Você acha que tem dinheiro de menos, ou dinheiro demais? Você acha que é pouco importante ou é muito importante para se encontrar com Jesus?

Todos nós somos iguais diante de Jesus. Você pode ter milhões na sua conta, ou não ter o dinheiro do ônibus para voltar para casa hoje.

Jesus vai olhar para você do mesmo jeito.

Você pode vir de uma família “influente”, ou pode ser de uma família que nem os vizinhos sabem o sobrenome. Jesus vai olhar exatamente do mesmo jeito para você.

Só o que vai nos diferenciar é a nossa disposição em se encontrar com Jesus.

Aqueles que querem seguir a Jesus e aqueles que não querem seguir a Jesus.

Qual é o seu obstáculo?

3) É a cultura. Esse é um obstáculo bem pesado.

Tem muita gente que diz que quando a pessoa “vira crente” e fala essa expressão com um tom bem pejorativo, como se quem sirva a Jesus seja um alienado ou um bitolado.

Mas o sujeito diz que se você “virar crente”, se você tiver esse encontro pessoal com Jesus, sua vida social vai acabar: Acabaram-se as festas, a bebida, o cigarro, por vezes as drogas; acabaram-se as amizades, acabou a alegria.

Isso é balela. A vida, verdadeiramente digna de ser vivida, só começa quando você tem um encontro com Jesus, que vai assegurar vida eterna com Deus.

Pergunte a qualquer crente como é nossa alegria. Pergunte como são nossas festas.

Nossa alegria abençoa nossos filhos e nossa família e não destrói.

Nós não temos amigos porque tem uma garrafa de cerveja sobre a mesa.

Nós temos amigos porque em primeiro lugar eles são nossos irmãos em Cristo Jesus.

Eu pergunto mais uma vez: Qual é o seu obstáculo?

4) Seu obstáculo é espiritual?

-Pastor, você não entende, eu nasci em uma família que segue a religião tal, meus avós são da religião tal, se eu aceitar Jesus minha mãe vai sofrer, eu não quero decepcionar minha mãe, minha avó.

Se o seu obstáculo é esse eu quero ler um texto para você, é uma afirmação de Jesus (Mateus 10.37-a e 38):

“37. Quem ama seu pai ou mãe mais do que a mim não é digno de mim;(...).
38. E quem não toma a sua cruz, e não me segue, não é digno de mim.” (Mt 10.37-a e 38).

Depois destes restou algum obstáculo para você vencer? Eu não consigo ler a sua mente.

Talvez haja um obstáculo principal que eu não citei.

O obstáculo principal de Zaqueu eram as riquezas. Lucas diz no verso 2 que ele era rico.

Mas ele venceu esse obstáculo quando Jesus olhou para ele e disse (v. 5): “Zaqueu, desce depressa, porque hoje tenho de ficar em tua casa”.

Então Zaqueu espontaneamente disse que daria metade de seus bens aos pobres e se houvesse prejudicado alguém, restituiria quatro vezes mais.

Jesus não pregou para Zaqueu naquela hora. Não abriu as escrituras. Ele só disse que queria estar com Ele.

Eu já preguei sobre isso aqui. O primeiro convite de Jesus para qualquer pessoa é para estar com ele.

Eu sei que o obstáculo com que você luta para estar com Jesus pode ser grande, mas com a ajuda de Deus você consegue superá-lo.

Assim como Zaqueu venceu todos os obstáculos para se encontrar com Jesus, nesta noite você também pode se encontrar com Jesus, basta você, no seu coração, desejar isso.

E quando você quer se encontrar com Jesus...

2) ELE ENTRA NA SUA CASA E SALVA O QUE ESTAVA PERDIDO (v. 5, 9 e 10).

“5. Quando chegou àquele lugar, Jesus olhou para cima e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje tenho de ficar em tua casa.
9. Disse-lhe Jesus: Hoje a salvação chegou a esta casa, pois este homem também é filho de Abraão.
10. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.” (Lc 19.5, 9-10).

Um homem que estava perdido, emocionalmente, socialmente, culturalmente e principalmente, espiritualmente perdido, foi encontrado.

Toda uma família que estava perdida foi encontrada.

Jesus faz isso conosco. O evangelho de Cristo é uma benção tão grande que ela transborda e atinge pessoas à nossa volta.

Certamente a família de Zaqueu ouviu o evangelho e creu em Jesus.

E isso porque uma única pessoa superou os obstáculos e buscou a Jesus.

Jesus não está interessado nos seus bens.

Jesus não está interessado na sua posição social.

Jesus está interessado na sua vida, e no que ela pode vir a ser quando ele for o seu Senhor e Salvador.

Jesus está interessado em restaurar a nossa comunhão e a nossa intimidade com Deus.

Jesus está interessado no bem-estar da nossa família, em devolver a esperança.

Em que haja paz nos nossos lares, porque em primeiro lugar há paz no nosso coração.


É impossível ter paz duradoura no coração, paz na família, se em primeiro lugar a gente não estiver em paz com Deus.

E isso só acontece quando nos encontramos com Jesus, vencemos nossos obstáculos e o recebemos primeiro no nosso coração, depois no nosso lar.

CONCLUSÃO:

Por isso eu quero perguntar a você que ouviu esta mensagem e foi tocado pelo Santo Espírito de Deus.

Você quer receber Jesus como Senhor da sua vida?

Você quer que Jesus reine no seu coração e no seu lar?

Não deixe a sua vida perdida, não deixe a sua família perdida. Se encontre com Jesus nesta noite!

Se você compreendeu a mensagem e quer entregar sua vida a Jesus nesta noite, levante uma de suas mãos para que nós possamos orar juntos.

Eu quero convidar os irmãos diáconos a estarem aqui para receber os dízimos e ofertas dos membros da Igreja, os amados visitantes não precisam ficar constrangidos este é um momento para que os membros possam devolver dízimos e ofertas, mas se você entregou sua vida a Jesus venha aqui na frente também, unicamente para dizer: Jesus eu entrego minha vida nas suas mãos!

Você pode sair daqui como entrou. Mas você pode sair salvo por Jesus, isso é com você, a mão de Jesus está estendida, não encolha a sua.

Fique de pé, vamos orar neste momento.

Linhares, 22 de maio de 2016.


Pr. Marcos José Milagre